Material abandonado é risco para meio ambiente
Centenas de litros de óleo e piche foram abandonados esta semana num local que servia de base de apoio da empresa que executou as obras das vias marginais à PR-445, próximo ao Catuaí Shopping Center, em Londrina. A empresa tirou todos os equipamentos que existiam no local e o piche ficou espalhado no chão, ao lado de alguns tambores. Logo abaixo do local, corre o Ribeirão Capivara, que pode ser contaminado caso haja chuva forte. A denúncia partiu do vice-presidente da Patrulha das Águas, João Batista Moreira Souza.
O diretor-presidente da Autarquia do Meio Ambiente (AMA), Mauro Maggi, tomou conhecimento do problema quarta-feira, através da Folha, e determinou que uma equipe técnica fosse avaliar a situação. Os fiscais já estiveram no local e constataram a situação, disse ontem. Segundo Maggi, empresa responsável é a construtora COS, de Maringá. A AMA entrou em contato com a empresa em Maringá e exigiu que o piche fosse retirado do local imediatamente. Ontem (anteontem) mesmo a COS se comprometeu a efetuar a limpeza da área. Se não limpar, tomaremos outras medidas.
O diretor-presidente da AMA destacou que a proximidade da sujeira com o Ribeirão Capivara pode provocar um acidente ecológico. Por isso, caso a empresa não providencie a limpeza, a própria autarquia vai fazer o trabalho e depois mandar a conta - junto com a multa - para a CSO. A multa para este tipo de irregularidade varia de R$ 30,00 até R$ 900,00, conforme a gravidade.
A CSO, no entanto, a informação foi de que o responsável pelas obras de pavimentação - e que portanto teria deixado o piche no local - é a construtora Sanches Tripoloni, que recebeu o serviço da própria COS. Nós fizemos apenas o viaduto da UEL (Universidade Estadual de Londrina), a parte com óleo a gente não mexeu, disse Ana Maria Martins.
Na construtora Sanches Tripoloni, a informação foi de o engenheiro responsável pela obra, Orlando Canezin Júnior, estaria em Londrina. A Folha não conseguiu encontrá-lo para comentar a situação na antiga base de apoio da empresa.Mario CesarPerigoOs tambores deixados por empresa que executou marginais da PR-445 e o piche esparramado no chão próximo a ribeirão: risco de acidente ecológicoLúcio Horta





