Matemática é considerada difícil
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terça-feira, 13 de janeiro de 1998
Marccio W. Varella 
Marcos NegriniConcentraçãoCandidatos da UEM chutaram ou quebraram a cabeça para resolver as questões de matemáticaSeiscentos e oitenta e três candidatos faltaram no primeiro dia de provas do vestibular da Universidade Estadual de Maringá (UEM), que começou neste domingo e termina amanhã com as provas de química e física. Hoje, as provas de comunicação e expressão começam às 8 horas.
O índice de desistência de 5,7% do primeiro dia é considerado ótimo. No vestibular de verão de 97 o índice chegou a 8,7% no primeiro dia, disse o professor João César Guirado, presidente da Comissão Central do Vestibular Unificado (CVU). Ele calcula que ao fim dos quatro dias de prova o índice de desistência deverá chegar, no máximo, a 11%.
A maioria dos candidatos terminou as provas de ontem (biologia e matemática) mais cedo que o usual. A explicação, segundo eles, foi a prova de matemática, considerada bastante difícil. O chutômetro entrou em ação. Dei cinco bicudas (foram 15 as questões de cada prova). Por isso, saí mais cedo, disse Luciana Vieira, 18 anos, candidata a uma das vagas no curso de Pedagogia. É a terceira vez que ela faz vestibular na UEM: em julho de 97, alcançou 670 pontos; o último colocado fez 770 pontos.
O candidato a uma vaga no curso de agronomia, Vinícius Minini, 20 anos, também saiu mais cedo da sala de provas: Dei três chutes na prova de matemática. Estava muito difícil. Vinícius está fazendo o vestibular da UEM pela segunda vez. Ele mora em Presidente Epitácio (SP), a 300 quilômetros de Maringá.
Suas colegas Michele Morais, 18 anos, Débora Cristina de Freitas, 17, e Patrícia Franco, 17, perderam as contas dos chutes na prova de matemática. Tinha muita combinação, logaritmo misturado com porcentagem, o que confundiu muito a gente, contou Débora.


