Marcos NegriniConcentraçãoCandidatos da UEM ‘chutaram’ ou ‘quebraram a cabeça’ para resolver as questões de matemáticaSeiscentos e oitenta e três candidatos faltaram no primeiro dia de provas do vestibular da Universidade Estadual de Maringá (UEM), que começou neste domingo e termina amanhã com as provas de química e física. Hoje, as provas de comunicação e expressão começam às 8 horas.
‘‘O índice de desistência de 5,7% do primeiro dia é considerado ‘ótimo’. No vestibular de verão de 97 o índice chegou a 8,7% no primeiro dia’’, disse o professor João César Guirado, presidente da Comissão Central do Vestibular Unificado (CVU). Ele calcula que ao fim dos quatro dias de prova o índice de desistência deverá chegar, no máximo, a 11%.
A maioria dos candidatos terminou as provas de ontem (biologia e matemática) mais cedo que o usual. A explicação, segundo eles, foi a prova de matemática, considerada bastante difícil. ‘‘O chutômetro entrou em ação. Dei cinco ‘bicudas’ (foram 15 as questões de cada prova). Por isso, saí mais cedo’’, disse Luciana Vieira, 18 anos, candidata a uma das vagas no curso de Pedagogia. É a terceira vez que ela faz vestibular na UEM: em julho de 97, alcançou 670 pontos; o último colocado fez 770 pontos.
O candidato a uma vaga no curso de agronomia, Vinícius Minini, 20 anos, também saiu mais cedo da sala de provas: ‘‘Dei três chutes na prova de matemática. Estava muito difícil’’. Vinícius está fazendo o vestibular da UEM pela segunda vez. Ele mora em Presidente Epitácio (SP), a 300 quilômetros de Maringá.
Suas colegas Michele Morais, 18 anos, Débora Cristina de Freitas, 17, e Patrícia Franco, 17, perderam as contas dos ‘‘chutes’’ na prova de matemática. ‘‘Tinha muita combinação, logaritmo misturado com porcentagem, o que confundiu muito a gente’’, contou Débora.

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