Matança de capivaras é investigada
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segunda-feira, 26 de maio de 1997
Maurício Borges, de Apucarana 
Odair StraliottiVigilânciaPoliciais florestais de Londrina fazem a ronda no parque; falta de viatura atrasou o trabalho A Polícia Florestal de Londrina começou a investigar ontem a matança de capivaras que vem ocorrendo há algumas semanas no Parque Ecológico da Raposa, em Apucarana. O trabalho só foi iniciado oito dias depois que a Promotoria de Defesa do Meio Ambiente e a Sociedade de Proteção aos Animais de Apucarana (Soprap) encaminharam a denúncia à Polícia Florestal. O parque, situado a quatro quilômetros da área urbana, tem área de 102 alqueires.
Ao vistoriar a mata nativa do parque, acompanhado do promotor Luiz Fernando Delazari e da presidente da Soprap, Jurema Paulicz, o sargento Pedro Rosa da Silva admitiu que até ontem a Polícia Florestal não tinha sequer uma única viatura para trabalhar.
Somos responsáveis pelo atendimento de uma região de 127 municípios, que vai de Carlópolis até Guaíra, e somente hoje pudemos atender esta denúncia, com a liberação de uma caminhonete Toyota que estava em reforma, admitiu o sargento Silva. Ele informou que em Maringá e Icaraíma (noroeste do Estado) há mais dois postos da Polícia Florestal. Da mesma forma, eles não dispõem de veículos.
Apesar da falta de estrutura e demora para agir neste caso, o promotor manifestou satisfação pela presença de uma equipe da Polícia Florestal em Apucarana. A partir de agora teremos uma fiscalização permanente, visando conter a matança indiscriminada de animais silvestres, comentou.
Já a presidente da Sociedade Protetora dos Animais, Jurema Paulicz, anunciou que a guarda do parque passará a trabalhar em conjunto com a Polícia Florestal. Quem for surpreendido caçando no Parque da Raposa, que é considerada área de preservação permanente pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP), será preso. E sem direito a fiança, alertou
Investigação As últimas capivaras mortas por caçadores foram encontradas às margens do lago existente no parque, na semana passada. Agora, com o início das investigações, a Polícia Florestal está levantando informações para descobrir quem está invadindo o parque para caçar capivaras e outros animais silvestres.
O sargento Silva explica que, a princípio, será vistoriada toda a área do parque, incluindo trilhas e o habitat natural das capivaras, onde caçadores instalam armadilhas. Também estamos buscando informações com a guarda municipal e moradores vizinhos do parque, tentando identificar os caçadores.
Se obtivermos pistas que nos levem aos autores da matança de capivaras, a primeira providência será requerer um mandado judicial de busca e apreensão, afirmou o sargento. Os policiais procuram também espingardas, armadilhas, carne ou couro dos animais.


