Matadouro é foco de insetos
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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
Betânia Rodrigues<br>Reportagem Local 
Os moradores do Jardim Guararapes e Vila Operária estão cansados do zunido e picadas dos pernilongos que vivem no antigo matadouro, abandonado há anos, na Zona Leste de Londrina. O mato, que ultrapassa dois metros de altura, cobre vigas de concreto, envolve troncos de árvores e, praticamente, engoliu o alambrado. ''Vivo aqui desde que nasci e nunca vi este local tão abandonado. Cansei de cobrar uma providência. Nada adianta os agentes de saúde fiscalizarem nossas casas, que são cuidadas, e a prefeitura permitir que este terreno continue sujo'', reclama o vendedor André Luciano dos Santos, 29 anos.
Além dos pernilongos, que infernizam os vizinhos dia e noite, as casas também são visitadas por cobras e lagartos. ''É uma vergonha receber parentes e amigos num local como este'', disse Mônica Caldareli, cujo marido incumbiu-se da limpeza parcial de outro terreno vizinho para facilitar o estacionamento dos carros.
O diretor de Operações da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Fabio Reali, alega que é difícil controlar o mato em terrenos baldios durante o verão, época de chuvas constantes, nesta região do País. Mesmo assim, ele garante que 10 dias úteis é o prazo máximo para atender qualquer reivindicação de limpeza em Londrina.
Quanto ao terreno do antigo matadouro (área de 10 mil metros quadrados), pertencente ao município e à Infraero, Reali promete iniciar a roçagem assim que estiar. ''Limpamos aquele lugar há cerca de 40 dias, mas o colonião alcança mais de 1,5 metro de altura em pouco tempo. Se mais proprietários cuidassem melhor dos seus terrenos, teríamos mais tempo e gastaríamos menos dinheiro. Enquanto isso, seguimos uma programação de trabalho que não pode ser interrompida ou adiada a cada nova reclamação'', justificou.
Os proprietários que ignorarem a notificação de limpeza emitida pela prefeitura serão multados em R$ 0,20/metro quadrado após 15 dias de tolerância. ''Esta multa é muito baixa e, devido à falta de consciência das pessoas, poderá subir'', adiantou Reali.


