Matador de professor vai a júri
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segunda-feira, 25 de setembro de 2000
Marcos Zanatta De Maringá 
O cobrador Paulo Wanheimburg, acusado de matar o professor Alcir Cirilo de Queiroz, na noite de 4 de março de 1998 em Maringá, será levado a júri popular hoje depois de dois adiamentos solicitados pela defesa. Familiares do professor Cirilo prometem lotar o Fórum de Maringá. Além de ex-alunos, amigos da vítima, que morava em São João do Ivaí (75 km ao sul de Apucarana), prometem lotar o Fórum para pedir a condenação de Wanheimburg. Preso em Curitiba alguns meses após o homicídio, o cobrador alegou que tinha matado o professor depois de um desentendimento durante caminhada no Parque do Ingá.
Ele dizia que esbarrou no professor e não gostou da atitude dele, passando a segui-lo até encontrar a oportunidade para matá-lo. Na noite do crime, o cobrador esperou Cirilo sair da escola e entrar no carro, se aproximando e disparando quatro tiros à queima-roupa. - A família não aceitou a versão do acusado e pediu insistentemente à polícia para investigar melhor o caso.
No início de junho, Wanheimburg mudou a versão confirmando ter praticado o crime por encomenda. Segundo ele, um tratador de cavalos de nome Jaime Batista Ferraz, morador em Jandaia do Sul, teria contratado a morte do professor Cirilo por R$ 5 mil. A polícia descobriu em seguida que Ferraz foi morto no início do ano, depois de uma briga de bar.
O acusado continua alegando que não tem conhecimento do mandante, apenas que se trata de um fazendeiro de São João do Ivaí. A informação reforça as suspeitas da família, que acredita no envolvimento do prefeito da cidade, Ivens Simão (PFL), no homicídio. O advogado de acusação, Nei Carvalho da Silva, diz que o adiamento do júri popular por duas vezes foi uma estratégia política do prefeito, que é candidato à reeleição e que agora enfrenta até um pedido de afastamento do Tribunal de Justiça.
O prefeito nega qualquer envolvimento com o crime. Segundo Silva, o professor fez parte de uma comissão que investigou irregularidades na administração anterior de Simão, que resultou em 32 processos contra o prefeito.


