Matador de policial pode ganhar liberdade
O réu Evaldo Melo dos Reis, que confessou ter matado o soldado da Polícia Militar Marcos da Silva Freire, poderá ganhar liberdade após passar por tratamento no Instituto Psiquiátrico de Curitiba. Laudo das psicólogas Julieta Arsênio e Maria Luiza Petrônio diz que Evaldo é dependente de drogas e, portanto, inimputável (não responsável por seus atos diante da Justiça).
A morte do soldado ocorreu durante um assalto em 30 de maio do ano passado. Evaldo Reis, Robson José Machado e Reginaldo Azevedo Vrechi (os últimos dois ainda foragidos) assaltaram o posto avançado do Banestado na Universidade Estadual de Londrina (UEL). O réu disparou à queima-roupa sua escopeta calibre 12 no rosto de Freire, quando foi abordado.
O delegado operacional da 10ª Subdivisão Policial, Valdir Abrahão, que fez a prisão de Evaldo, afirmou ontem à Folha que não lhe cabe analisar o laudo. Mas ele se diz indignado com a possibilidade de o réu confesso ficar em liberdade. Eu o prendi e ele nunca demonstrou ter qualquer distúrbio mental. Quando prestou depoimento, teve lucidez e não caiu em contradições, demonstrando muita inteligência. Como policial, eu fico perplexo diante da possibilidade de o homicida sair novamente para as ruas.
Ao ser preso, Evaldo foi autuado primeiramente por tráfico de drogas. Ele estava com grande quantidade de cocaína e pasta base. A escopeta utilizada para matar o PM foi encontrada com Evaldo. Na sequência das investigações, ele acabou confessando ter assaltado a pizzaria Hut e a distribuidora de revistas Fernando Chinaglia em julho.
O promotor da 3ª Vara Criminal, Sérgio Correa Siqueira, que analisa o processo de tráfico de drogas contra Evaldo, disse que respeita o laudo das psicólogas. Segundo ele, se Evaldo for mandado para o Instituto Psiquiátrico, bastará um parecer médico para que o réu ganhe a liberdade em pouco tempo.
FurtosA onda de roubos e furtos continua em Londrina. Por volta das 17 horas de anteontem, a motocicleta de Alcemir Bueno de Lima foi furtada perto do módulo policial na rua Souza Naves (centro). O advogado Gerson Guariente teve furtado seu Golf na rua Belo Horizonte (centro). A professora Tânia Regina Aidar também teve seu Golf furtado na garagem da Prefeitura. A polícia não conseguiu recuperar os veículos.





