Matador de policial militar é identificado
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segunda-feira, 28 de julho de 1997
Paulo Ubiratan 
Londrina
Mário CésarVersãoEvaldo: Disparou por acidenteA arma disparou por acidente. Eu me assustei quando ouvi um tiro ao meu lado.
Essas foram as palavras de Evaldo Melo dos Reis, 26 anos, ao explicar por que matou o soldado da Polícia Militar Marcos da Silva Freire, 29 anos, durante o assalto ao posto avançado do Banestado, no dia 30 de maio. O policial morreu com tiro à queima-roupa disparado de uma escopeta calibre 12. O acusado foi reconhecido por dez testemunhas. O primeiro acusado pela morte do soldado foi Carlos Barbosa, 27 anos, o Cau, que sempre negou o envolvimento no crime. Segundo a polícia, as testemunhas chegaram a confundi-lo por ser parecido com Evaldo.
No assalto, o paulista Evaldo estaria acompanhado de Reginaldo Azevedo Vrechi, o Gina e Robson José Machado, o Robinho, que estão foragidos. Gina foi o primeiro a atirar durante o assalto, atingindo o cabo Mosaniel, que fazia junto com Freire a segurança do posto e em José Aparecido, que passava pelo local. As duas vítimas tiveram ferimentos médios. Evaldo também é acusado por tráfico de drogas e pelos roubos na Pizzaria Hut e na distribuidora de revistas Fernando Chinaglia.
A escopeta foi apreendida na residência de um sargento da Polícia Militar, identificado apenas por Catariuck, do 15º Batalhão da Policia Militar, em Rolândia. O delegado Valdir Abrahão, que comandou as investigações, não quis entrar em detalhes sobre o suposto envolvimento do PM.
Evaldo afirmou ter pedido R$ 500,00 emprestados a Catariuck e entregou a arma como garantia. A escopeta seria devolvida se eu pagasse os R$ 500,00 e mais R$ 100,00 de juros. Ele disse que o sargento é seu amigo e não está envolvido com o assalto.
O acusado também denunciou que, na semana que antecedeu sua prisão, teria sido abordado por uma patrulha da Polícia Militar na avenida 10 de Dezembro. Dois policiais o teriam obrigado a entregar uma pistola calibre 45, para que não fosse preso.


