Matador de garçom é recambiado
Maurício Borges
de Apucarana
O representante comercial Ivan Adonizete de Oliveira, o Ivanzinho, 44 anos, está desde às 22 horas de anteontem, recolhido no minipresídio de Apucarana. Ele estava foragido há sete meses e tinha prisão preventiva decretada por ter matado, no dia 24 de julho de 99, o garçom do Royal Bingo, Ilson Aparecido da Silva, o Tatão, que na época tinha 33 anos e deixou viúva e um filho menor. Nos próximos dias, Ivanzinho, que não tem direito a cela especial, deve prestar depoimento ao juiz da Vara Criminal.
A prisão de Ivanzinho aconteceu na segunda-feira, em Campo Largo (Região Metropolitana de Curitiba), quando policiais cercaram a casa de sua ex-mulher. As investigações que resultaram na prisão dele foram conduzidas pelo novo delegado-chefe da 17ª Subdivisão Policial, Nabor Sottomaior, que obteve informações do paradeiro do homicida e comunicou-se diretamente com o delegado-geral João Ricardo Kepes Noronha, que acionou uma equipe para efetuar a prisão.
O crime gerou na época clamor e revolta entre a população de Apucarana devido à forma banal e covarde que motivou Ivanzinho a atirar em Ilson Aparecido da Silva. Ele estava alcoolizado e reagiu sacando uma arma ao ser cobrado por uma dívida pendente no Royal Bingo. Segundo testemunhas, o garçom, que dirigiu-se a ele de forma educada, não teve sequer tempo para reação, recebendo um tiro que atingiu o pescoço e transfixou sua cabeça.
O fato de Ivan ser uma pessoa bastante conhecida e influente na cidade, tendo inclusive ocupado o cargo de chefe de gabinete na administração do ex-prefeito José Domingos Scarpelini (PMDB), também provocou muita cobrança ao ex-delegado Otacílio Bovolin.
Ontem, familiares da vítima e membros do Conselho Comunitário de Segurança, manifestaram-se satisfeitos com a atuação do delegado Nabor Sottomaior. Segundo eles, o que não foi feito em sete meses, agora foi resolvido em apenas dez dias de trabalho pela equipe do novo delegado.
Ainda ontem, o advogado Mozart de Quadros, veio de Curitiba para Apucarana para ingressar com um habeas-corpus no fórum local e requerer a liberdade provisória de Ivan Adonizete de Oliveira. Segundo consta no Cartório da Vara Criminal, o representante comercial responde a processos por estupro, estelionato e depositário infiel, mas ainda não tem qualquer condenação.





