O parque estadual Mata do Godoy, em Londrina, teve um movimento atípico no último domingo. Dezenas de estudantes do 2º ano de Turismo e Hotelaria da Universidade Norte do Paraná (Unopar) aproveitaram a tarde para passear pelas trilhas abertas na mata e ter contato com espécies praticamente extintas na região, como a peroba-rosa e a figueira-branca. Para a grande maioria dos estudantes, essa foi a primeira visita à mata.
‘‘Andando por aqui, pensei nos pioneiros. Naquela época, para andar 50 quilômetros, acho que demoravam uma semana’’, comentou o estudante Cristiano Guimarães, 23 anos. Natural de Minas Gerais (MG), este foi o seu primeiro contato com o parque.
Na opinião do estudante Fábio Araújo, 21 anos, de Londrina, a Mata do Godoy, localizada a 16 quilômetros do centro da cidade, poderia ser mais explorada, mas de maneira consciente. Ele acredita que, com uma boa divulgação e mais apoio do governo estadual para a manutenção, o parque poderia atrair um público maior. ‘‘Muitas pessoas vão para outros centros para conhecer uma mata, sendo que nós temos uma bem perto da gente’’, ressaltou.
Apesar de morar em Londrina, Fábio Araújo confessou ser a primeira vez que visita a mata. ‘‘Eu não costumo vir por esses lados. Mas estou achando bem legal’’, afirmou.
Os estudantes foram divididos em grupos de 15 e começaram o passeio de uma base chamada choupana. Eles percorreram trilhas estreitas por aproximadamente 40 minutos e puderam apreciar várias atrações. Uma que chamou a atenção foi a imensa peroba caída há vários anos e cujo tronco oco se transformou em abrigo de animais.
O professor de geografia do turismo, Adilson Nalin Luiz, que organizou o passeio, disse que o principal objetivo foi a educação ambiental e despertar nos alunos a importância da preservação e do amor à natureza. O alunos, que pertencem à primeira turma de Turismo da Unopar, já fizeram passeios a outros locais, como o cânion de Guartelá, no município de Tibagi (101 quilômetros ao norte de Ponta Grossa).
A mata do Godoy está localizada próxima ao patrimônio Regina (zona sul) e é formada por uma área de 675 hectares. Transformado em parque estadual em 1989, o local é administrado pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP).
Segundo a coordenadora de educação ambiental do IAP de Londrina, Leliana Casagrande Luiz, o parque é visitado por cerca de cinco mil pessoas anualmente. De quarta à sexta-feira, o local é aberto para estudantes e, aos domingos à tarde, para o público em geral.
Leliana Luiz informou que se houvesse uma infra-estrutura melhor, o número de visitantes poderia ser maior. ‘‘Faltam banheiros e precisamos trazer água para esta área da choupana.’’Paulo WolfgangAtraçãoDivididos em grupos, universitários percorreram trilhas estreitas por aproximadamente 40 minutos; acima, pausa para observar detalhes e apreciar as belezas da mata que reúne espécies como a peroba-rosa e a figueira-brancaLucilia Okamura

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