Massagem Do-In será aplicada na saúde pública
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quarta-feira, 31 de março de 2004
Vanessa Navarro<br>Reportagem Local 
Com uma simples massagem no pé, entre o osso do calcanhar e o tendão de Aquiles, as dores lombares que atormentavam a enfermeira Cirene Silva Almenara, 47 anos, na manhã de ontem, desapareceram. ''Sempre tenho essas dores e tomo antiinflamatórios. Com a massagem, o alívio foi mais rápido.'' Foi uma amostra imediata dos benefícios proporcionados pelo Do-In, uma técnica oriental milenar de auto-massagem.
Cirene é uma das 40 profissionais da rede municipal de saúde que estão sendo treinadas para disseminar a terapia em Londrina. Durante um curso de três dias, que termina amanhã, os participantes aprendem a massagear pontos estratégicos do corpo humano, visando o alívio para diversos sintomas. ''A idéia do Do-In é trabalhar com pontos que equilibram a energia do organismo, aliviando problemas como os digestivos, dores em geral, alterações menstruais, inflamações na garganta'', exemplifica o médico Marco Giostri, especialista trazido de Santa Catarina para ensinar a técnica.
De acordo com Giostri, o Do-In não é propriamente uma medicina, mas um conhecimento popular oriental, com mais de 4 mil anos. Adaptada para o ocidente, a técnica apresenta resultados tanto imediatos, como no caso de Cirene, quanto preventivos. ''Eu mesmo tinha muitas dores nas costas, que melhoraram depois que eu comecei a praticar o Do-In regularmente'', diz o médico.
Ele explica que os locais afetados pelos sintomas não são necessariamente aqueles que receberão a massagem. Determinado ponto apertado na mão, por exemplo, pode aliviar uma dor de cabeça. Como se trata de um método simples, qualquer um pode aplicar a massagem em si mesmo. O especialista alerta, contudo, que o Do-In não substitui o tratamento médico em casos mais graves.
A diretora de Ações de Saúde do Município, Brígida Gimenez Carvalho, afirma que a implantação da técnica oriental na rede pública leva em conta a simplicidade e baixo custo desse tipo de terapia. ''Ela não exige grandes conhecimentos científicos, nem equipamentos, sendo acessível para qualquer profissional da área'', ressalta.
Brígida observa que um grande número de pacientes que procuram os postos de saúde em busca de remédios contra dor poderão ser beneficiados pela prática. Além do Do-In, a diretora lembra que o município vem introduzindo outras práticas alternativas na saúde, como a fitoterapia e a acupuntura.


