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Máscaras em algodão 100% e sarja são as mais seguras, aponta UEL

Pesquisa identificou que os filamentos destes materiais são muito próximos uns dos outros.

Pedro Marconi - Grupo Folha
Pedro Marconi - Grupo Folha

Estudos promovidos na UEL (Universidade Estadual de Londrina) verificaram que os tecidos de algodão 100% e sarja são os mais eficientes e recomendáveis contra o coronavírus. A pesquisa do Nuestuel (Núcleo de Estudos em Saúde do Trabalhador da UEL), junto com outros setores da universidade, identificou que os filamentos destes materiais são muito próximos uns dos outros. 



Máscaras em algodão 100% e sarja são as mais seguras, aponta UEL
Roberto Custódio
 


De acordo com a professora Renata Perfeito Ribeiro, o mesmo não ocorre com o tricoline, a malha, TNT e o pano de limpeza. “As tramas do algodão 100% e da sarja são bem fechadas. Já os demais têm grandes poros e isso facilita a passagem das gotículas”, explicou. Adaptado, o pano de limpeza é o que oferece a barreira menos eficaz entre todos os tipos que vêm sendo utilizados. 




Inicialmente, o trabalho de doutorado era voltado para encontrar uma máscara sustentável e segura ao trabalhador que fica no centro cirúrgico, por conta da fumaça gerada pelo bisturi elétrico. Com a pandemia, o foco da pesquisa foi alterado. 



Máscaras em algodão 100% e sarja são as mais seguras, aponta UEL
Reprodução
 



 


As doutorandas Helenize Ferreira Lima Leachi e Aryane Apolinario Bieni, que estudam a saúde do trabalhador, disseram que foram analisados os tecidos mais convencionais que a população está utilizando. “Muitas informações divulgadas sobre as máscaras não são fidedignas. Por isso, buscamos encontrar algo de concreto para ajudar e proteger. O TNT, por exemplo, não deve ser utilizado”, exemplificaram as estudantes. 


TESTES

Os testes foram realizados no laboratório de microscopia eletrônica da UEL. De uma forma mais simples, as pessoas também podem conferir a eficácia da máscara em casa. Uma maneira é colocar o acessório contra a luz. A outra é tentar apagar uma vela. “Se a luz estiver passando, o pano não é bom. Se com a máscara a pessoa conseguir apagar a vela, também não é bom”, sugeriu Ribeiro. 




Independentemente do tecido, as máscaras com costura no meio, como a tipo ninja, são ineficientes como prevenção à Covid-19. Já a higienização precisa ser feita deixando o acessório numa solução com um litro de água e duas colheres de água sanitária. Depois, é necessário lavar com água e sabão e, quando secar, passar com ferro bem quente. “Se a máscara for de algodão 100% e sarja a água sanitária não mancha”, garantiu a docente. 

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