Marumbi pode ser passeio perigoso
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sexta-feira, 25 de abril de 1997
Elisa Marilia 
Da Sucursal
Arquivo FolhaPico do Marumbi: dos 16 mil visitantes que procuram as trilhas do parque todos os anos, 4 mil tentam chegar ao cume e dois morrem em acidentesTrilhas sinalizadas com cores e setas indicativas, orientação de como evitar acidentes, uma sacolinha para o lixo e o preenchimento de uma ficha cadastral. Este é o material básico para os que se aventuram em trilhas e escaladas no Parque Estadual do Marumbi, na Serra do Mar. Mas fora do parque os acidentes continuam acontecendo. No feriado do último fim-de-semana o estudante Paulo Michour Júnior morreu sob um trem de carga ao tentar pegar carona.
Segundo o coordenador do plano de manejo do Parque Marumbi do Instituto Ambiental do Paraná, Maurício Savi, os acampamentos nos cumes dos morros estão proibidos. A degradação das áreas de camping e o grande número de turistas durante os fins-de-semana obrigam a uma permanente fiscalização, diz. A média de pessoas que procuram as montanhas para o lazer e prática de caminhadas e montanhismo é de 370 por fim-de-semana. Por ano o IAP conta 16 mil usuários. Destes, 4 mil se aventuram até o cume do Marumbi. A cada ano, pelo menos duas pessoas morrem em acidentes no parque.
Equipes de voluntários e técnicos do instituto fazem plantão 24 horas no controle das subidas e descidas dos morros. O parque tombado como Patrimônio da Humanidade e com o conceito de reserva da biosfera tem 2,3 hectares, mas a área de preservação é bem maior. Na década de 40 um projeto inicial englobava 70 mil hectares, conta Savi. A preocupação é tanta que os proprietários das 30 residências na área do entorno do parque fundaram a Associação Marumbi. Trabalhamos em cooperação com o IAP no sentido de conscientizar a necessidade de um controle maior em toda a área, que envolve oito montanhas, conta o presidente da associação, João Carlos de Lima.
O pico mais alto é o do Limpo - conhecido como pico do Marumbi - com 1.570 metros. Mas lá em cima não há lugar suficiente para mais de três ou quatro barracas. A idéia é convencer as pessoas a acamparem nos locais apropriados e não ficarem nos cumes, alerta Lima. Segundo ele, os turistas começaram a abrir clareiras quando não encontravam lugar para armar as barracas. O IAP tem dois locais para camping, um com fiscalização rigorosa e outro com infra-estrutura de camping perto da Estação Engenheiro Lange, afirmou Savi.


