Marquise desaba e destrói sacadas de 15 andares
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terça-feira, 28 de outubro de 2008
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
A queda de uma marquise do apartamento da cobertura do Edifício Dom Gerônimo, na Rua Visconde de Nassau, Zona 7 (região central), em Maringá (Norte), arrastou consigo as sacadas dos 15 andares abaixo, arrebentando os vidros das janelas. O acidente aconteceu por volta da meia-noite de domingo e, por sorte, não feriu ninguém.
Abalados, os moradores preferiram não falar sobre o assunto com a reportagem. Moradora do primeiro andar, a síndica Olga Inez de Souza contou que estava com sua cachorrinha no colo conversando na sacada com o porteiro do turno da noite, que estava no jardim. Assim que entrou, tudo desabou atrás dela. Tinha andado até o meio da minha sala quando ouvi o estrondo e já vi tudo caindo. O porteiro correu e mesmo assim foi jogado na parede do hall, a uns 15 metros de distância, recordou a moradora. Mesmo atordoado, o funcionário conseguiu escapar sem ferimentos.
Conforme o capitão do Corpo de Bombeiros e membro da Defesa Civil, Maurício Corsetti, a marquise da cobertura, no 15º andar, se rompeu por alguma razão ainda não descoberta e o peso dos escombros provocou um efeito em cascata, derrubando todas as sacadas dos andares inferiores. A entrada do prédio também ficou destruída. Os destroços ainda abriram um buraco nos dois pisos subterrâneos usados como garagem, mas nenhum veículo foi danificado.
Segundo o capitão, como chovia no momento da queda, existe a possibilidade do acúmulo de água ter provocado o rompimento das estruturas da marquise. Porém, ele lembrou que é preciso aguardar a conclusão dos laudos que estão sendo realizados pelo próprio Corpo de Bombeiros, Instituto de Criminalística e da seguradora. Ontem, os bombeiros fotografaram as estruturas e os estragos e recolheram amostras de materiais para análise. Os apartamentos atingidos diretamente não foram interditados e as famílias puderam entrar para recolher pertences pessoais. Por garantia, a sacada dos apartamentos do outro lado foram interditadas por tempo indeterminado.
A síndica afirmou que o prédio tem apenas 12 anos e que nenhuma das 30 famílias havia registrado reclamações sobre problemas estruturais. O residencial fica em uma área nobre da cidade e os apartamentos apenas dois por andar têm cerca de 250 metros quadrados.
Desabamentos anteriores
Em Londrina, dois estudantes morreram e outras 20 pessoas ficaram feridas após a queda da marquise do Anfiteatro do Centro de Estudos Sociais Aplicados da Universidade Estadual de Londrina (UEL) em fevereiro de 2006. O prédio foi reinaugurado em março, mas os escombros permanecem do lado de fora do local da tragédia por determinação judicial.
Treze anos atrás, o Edifício Atlântico, construído menos de um ano antes, desabou e deixou 29 mortos, em Guaratuba, no litoral do Estado. Um caso mais recente foi registrado em Ponta Grossa, na Região dos Campos Gerais. A queda de um prédio de dois pavimentos, ocorrida em janeiro, no entanto, não deixou feridos.
O parque de exposições de Cruzeiro do Oeste (25 km a leste de Umuarama) foi palco de outra tragédia em dezembro do ano passado. Durante a realização de um rodeio, um jovem de 14 anos morreu e três pessoas ficaram feridas na queda de uma tábua da arquibancada. (Colaborou Fernando Rocha Faro)#


