Maristas podem assumir Escola Oficina
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 14 de novembro de 2003
Adriana Savicki<br> Reportagem Local 
O gerenciamento da Escola Oficina, encampada pelo município de Londrina há pouco menos de dois meses, pode voltar para as mãos da iniciativa privada e passar para o grupo Irmãos Maristas. A secretaria de Ação Social, que intermedia as negociações, aguarda apenas a formalização da proposta pela Conselho dos Irmãos Maristas para colocar o assunto em votação no Conselho de Assistência Social.
Segundo a secretária de Ação Social, Maria Luíza Rizzoti, o grupo atuaria dentro das novas diretrizes da instituição prestando serviços a adolescentes e crianças carentes e em risco social. Essa ampliação o projeto original atendia menores infratores está em fase de implantação. ''As obras (assistenciais) do Marista têm tradição e experiência nacional. Eles podem desenvolver um excelente trabalho para o município'', afirmou. Em Londrina, os Maristas mantêm uma creche no Jardim Nossa Senhora da Paz (Zona Oeste).
Caso o acordo seja formalizado, afirma a secretéria, os Maristas assumiriam a Escola Oficina já no início de 2004. Em março deste ano, o grupo Marista já havia demonstrado interesse em atuar na Escola Oficina. As negociações entre o grupo e Associação da Criança e Adolescente de Londrina (Acalon), então mantenedora da escola, chegaram a ser intermediadas pela secretaria mas não foram adiante. ''Os Maristas desistiram e, agora, o município retomou contato novamente'', explicou.
''Desejamos boa sorte para os Maristas para que eles possam fazer o que não pudemos, mas essa situação nos deixa surpresos. Passamos por todos aqueles problemas, foram quatro meses de desgaste onde faltou até alimentação e, pelo visto, isso tudo poderia ter sido evitado na época. Não sei porque não deu certo lá'', comentou Márcio Filla, um dos ex-diretores da Acalon.
A Escola Oficina passou para o município depois de meses de negociação com a Acalon, que teve os recursos municipais cortados por supostas irregularidades administrativas. A crise financeira deixou funcionários sem pagamento por quatro meses até a Prefeitura assumir a escola e as dívidas. A fase de transição também foi conturbada com vários tumultos e atos de vandalismo dos alunos.
Atualmente, a Acalon ainda responde processo administrativo que pede a devolução de cerca de R$ 99 mil ao município. A entidade tem prazo de 60 dias para apresentar defesa.
O irmão Rogério Renato Mateucci que intermedia as negociações em nome dos Irmãos Maristas está incomunicável em retiro espiritual e, portanto, não pôde comentar o assunto.


