Marista acha jeito diferente de aprender Física: jogando boliche
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quinta-feira, 07 de agosto de 1997
Lucília Okamura 
Londrina
Milton DóriaForça e velocidadeAlunos tentam o strike na pista do Catuaí Bowling Center, ontem à tarde: conceitos de mecânica vivenciadosProfessores de Física encontraram uma maneira diferente de ensinar a disciplina aos alunos de 2º grau. Ontem à tarde, cerca de 50 estudantes passaram algumas horas no Catuaí Bowling Center, no Catuaí Shopping (zona sul). Enquanto tentavam fazer strike (derrubar todos os pinos na primeira jogada), calculavam a velocidade da bola, o impulso de uma força e aprendiam outros conceitos de mecânica.
A iniciativa é dos professores do Colégio Marista, Eduardo Nagao e Carlos Henrique Vici. A primeira aula no Boliche aconteceu no dia 4 deste mês. Ontem, foi a vez da turma do 2º colegial. A idéia é os alunos poderem vivenciar algumas aplicações de conceitos de mecânica, explica Eduardo Nagao.
Animados, os alunos se revezavam na aula: um ficava com os relógios para medir os tempos durante o arremesso (antes da bola ser jogada na pista) enquanto outros tinham a árdua tarefa de ficar jogando. Cada um ficava com fichas para fazer cálculos.
Vítor Saldanha, 15 anos, afirma que a aula fora da escola é bastante vantajosa e garante que não estava no boliche somente por diversão. Dá para conciliar as duas coisas, isto é, se divertir e aprender, ressalta. Ariane Galeno, também de 15 anos, constata que aprender física no boliche é mais interessante. Não é maçante como na sala de aula.
Milton DóriaObjetivo alcançadoO professor Nagao orienta Vítor Saldanha: Os alunos percebem que no dia-a-dia existe aplicação da FísicaOs cálculos feitos pelos alunos em uma pista de boliche, ressalta Eduardo Nagao, não ensina como fazer um strike. Strike não é força, mas sim jeito de jogo, afirma. O aprendizado, segundo ele, teve início com uma aula teórica sobre os conceitos. Agora, os alunos irão completar a aula no computador, onde irão fazer uma simulação dos movimentos.
O professor Henrique Vici observa que um dos objetivos das aulas fora da escola é justamente desmistificar o conceito de que Física é feita somente de cálculos e é uma matéria desinteressante. Através destas atividades, os alunos percebem que no dia-a-dia existe aplicação da Física.
Segundo Henrique Vici, existem planos também de levar os alunos para outros locais, como no kartódromo. Eles vão poder calcular a velocidade e a aceleração médias, afirma. O professor garante que através desse tipo de aprendizado da Física, os alunos aprendem também a ter mais senso crítico e um raciocínio mais amplo. Alunos do colégio já vêm tendo aulas práticas de Física há três anos, no parque de diversões da Exposição Agropecuária de Londrina, realizada geralmente em abril.
O gerente administrativo do Bowling, Ricardo de Carvalho, explica que estas atividades com estudantes fazem parte do Projeto Escola. Segundo ele, desde que o boliche foi inaugurado, em outubro do ano passado, a administração tem convidado escolas de Londrina e região para passar algumas horas no local. Queremos dar oportunidade para as escolas desenvolverem práticas pedagógicas e físicas aqui, ressalta Carvalho. Além de ser esporte, queremos enfatizar que o boliche também é um lazer que agrada pessoas de todas as idades.


