Marista abriga uma 'cidade odontológica'
Walter Ogama
De Londrina
Cerca de 3.500 profissionais e estudantes inscritos até o final da tarde de ontem no 1º Congresso Mundial de Odontologia, em Londrina, transformaram as dependências do Colégio Marista em uma cidade odontológica. Segundo a assessoria de imprensa do evento, promovido pela Associação Odontológica do Norte do Paraná, do total de inscritos aproximadamente 70% são profissionais da área. A expectativa da entidade é de que o número de participantes chegue a 4.000 até o final do congresso, no sábado, uma vez que as inscrições para os cursos oferecidos individualmente permanecerão abertas.
Outros números fornecidos até a noite de ontem pelos organizadores do evento apontam que 40% dos participantes são de Londrina e municípios da região. Dos restantes 60%, pelo menos 90 dos inscritos vieram de nove países: México, Paraguai, Uruguai, Argentina, Chile, Costa Rica, Tunísia e Cuba. Já no dia de abertura, o congresso utilizou dois anfiteatros com capacidade para 207 pessoas cada, um anfiteatro para 400 pessoas, outro para 450 e o Teatro Marista, que comporta 912 pessoas. Nove salas de aula também são usadas para atividades do evento.
O ginásio de esportes do estabelecimento de ensino está acomodando uma praça de alimentação e uma exposição com estandes de empresas do ramo de venda de equipamentos odontológicos, água mineral, livros e instrumentos musicais, além de um posto bancário e de órgãos públicos. A Universidade Estadual de Londrina (UEL) e secretarias municipais de Saúde de Londrina e de Cambé estão mostrando os projetos desenvolvidos na área de odontologia.
Em local estrategicamente escolhido, na entrada do pavilhão de exposição, Adilson Reis, representante da Editora Caetano Coelho, de Curitiba, usa a simpatia para vender assinaturas de publicações específicas sobre ortodontia, clínica geral e odontopediatria. Ele trata a todos por doutor e faz o seu marketing: Doutor, só está faltando o senhor. Só falta o doutor para fazer assinatura de uma revista, diz, tenha o interlocutor jeito de dentista ou não.
A exposição reserva outras surpresas para os profissionais e principalmente os estudantes. Cadeiras modernas, espátulas de marcas e preços diferentes e equipamentos que permitem ao paciente enxergar por um monitor toda a arcada dentária. Quanto ao estande com instrumentos musicais, predominando os de sopros, com as luzes refletindo sobre os metais de exuberantes sax, a tentativa de uma relação: o dentista londrinense Antonio Alvaro Freitas, que no passado ganhou reportagens da Folha, quando sua paixão pela música o fez personagem interessante, ao presentear vizinhos do prédio do consultório com concertos diários de sax pela janela. Ou uma segunda relação: o concerto de abertura do congresso, ontem à noite, foi regido por Guilherme Helene Muller, um cirurgião-dentista.
Para cuidar da cidade odontológica, os organizadores estão mobilizando 250 pessoas. Cerca de 60% desse grupo de apoio são estudantes e outros 25% são profissionais de odontologia filiados à entidade promotora. Somente 15% do pessoal de apoio são de empresas terceirizadas contratadas.
O ciclo de palestras do Congresso Mundial de Odontologia foi aberto na manhã de ontem, com a conferência Panorama Internacional da Odontologia na Saúde Pública. O assunto foi tratado pelo assessor de saúde oral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Oswaldo Ruiz (leia nesta página).Evento internacional reúne em Londrina mais de 3.500 participantes, entre profissionais e estudantes de odontologia
Paulo WolfgangVARIEDADEExposição do Congresso Mundial de Odontologia (acima), montada no ginásio de esportes do Colégio Marista: de livros a equipamentos. Ao lado, Oswaldo Ruiz, da OMS: conferência sobre a odontologia na saúde pública





