Marinheiro de primeira viagem sonha em construir barco maior
DivulgaçãoNa escola de Kindlmann os alunos aprendem a fazer seu primeiro barco: um pequeno veleiro de 12 pésO engenheiro florestal Eduardo Jancosz foi o primeiro aluno de Kindlmann a construir seu barco. Mesmo tendo feito o curso há 4 anos, Jancosz só conseguiu terminar a construção no final de junho deste ano. Faltou dinheiro, diz ele. O aluno conta que a primeira pintura do barco foi feita com as cores do Brasil, em uma alusão à Copa do Mundo. Ainda bem que na época não coloquei o barco na água, senão ele poderia afundar como a nossa seleção, brinca Jancosz.
Kraw PenasCarlos Kindlmann estudou sozinho durante 10 anos até aprender a construir os veleiros e agora já tem reconhecimento em publicações internacionais
A vontade de construir um barco sempre fez parte da vida do engenheiro. Filho de um mecânico de vôo da Força Aérea Brasileira, Jancosz viu o pai construir um barco com o qual ambos saíam para pescar nos finais de semana. Mais recentemente, resolveu construir sua própria embarcação e ouviu no rádio o anúncio do professor Kindlmann. Eu já planejava construir o barco, mas estava faltando o projeto, conta Jancosz.
DivulgaçãoOs marinheiros fazem a primeira viagem nas águas doces do Parque Náutico do Iguaçu, sonhando em ganhar os mares em veleiros maiores no futuroMesmo sem nunca ter velejado em água salgada, apenas no Parque Náutico do Iguaçu, Jancosz já fala até em construir um veleiro grande, com equipamentos de última geração, para dar a volta ao mundo. Além do alto custo, que o engenheiro calcula não ficar por menos de 50 mil dólares, Jancosz tem mais um empecílio: minha mulher morre de medo de água. Ele fala também em construir uma indústria de veleiros em sua chácara, no município de São José dos Pinhais. Mas esses sonhos grandiosos dependem de uma dura realidade. Esses planos vão ficar para quando eu me aposentar, lamenta.(P.G.)





