Maringá - Até o fim do ano pelo menos metade das 500 lombadas deve desaparecer das ruas de Maringá (Noroeste). Todos os obstáculos terão de ter os padrões definidos pelo Contran (Conselho Nacional de Trânsito), com 10 centímetros de altura e 3,7 metros de largura em vias rápidas e arteriais e com 8 centímetros de altura e 1,5 de largura em vias colaterais e locais.

A mudança no sistema viário ocorre devido a um termo de ajustamento de conduta entre o Ministério Público e Prefeitura de Maringá. Inicialmente, o MP contestou a colocação de tachões nas ruas, que foram usados pela administração como redutores de velocidade. Com a retirada dos tachões também ficou acertada a readequação de todos os quebra-molas.

De acordo com as normas do Contran, existem quatro tipos de vias: as rápidas, arteriais, coletarias e locais. O Secretário de Transporte, Walter Guerlles, explica que não existem vias rápidas em Maringá, onde é praticamente proibida a colocação de obstáculos. ''Temos vias arteriais, que são aquelas avenidas principais usadas para ligar vários bairros. Nesses pontos, a colocação de quebra-molas é muito restrita, salvo raras exceções. Todos os existentes hoje deverão ser retirados'', afirmou. O secretário cita como exemplo as avenidas Mandacaru e Nildo Ribeiro da Rocha.

Todo sistema viário de Maringá será reavaliado e pelo menos metade deles deverão desaparecer, confirma Guerlles. Os obstáculos em locais não autorizados serão retirados e aqueles fora dos padrões serão readequados. Por dia, os funcionários retiram e readequam uma média de duas lombadas.

Mesmo os quebra-molas que restarão na cidade não obrigam os motoristas a diminuírem tanto a velocidade, como os colocados anteriormente. Na opinião do secretário, isso terá de forçar uma nova maneira de dirigir para evitar excesso de velocidade.

A exemplo de Londrina, a maioria dos moradores ouvidos pela reportagem é contra a retirada. Antenor Souza Leme, 74 anos, mora há 30 anos na Rua Rio Paranapanema, onde o quebra-molas próximo da sua casa foi readequado. Para ele, o obstáculo é necessário, porque fica próximo de uma escola. ''Esse quebra-molas já salvou muitas vidas aqui. Tem motorista que não se preocupa com as pessoas, e aqui é local de passagem de muitas crianças'', desabafou.

O estudante Everton Fernando Alves também morador da região, acha que a readequação trará problemas, porque agora os motoristas poderão passar mais rápido pela rua. ''O outro quebra-molas era mais seco e forçava os motoristas a reduzirem. Agora, eles devem passar aqui mais rápido'', comentou.

Na Avenida Mandacaru, onde todas as lombadas serão retiradas, o comerciante José Acácio disse concordar com a media. Segundo ele, no início da manhã e no final da tarde sempre ocorrem congestionamentos na avenida e, sem os obstáculos, ele acredita que o trânsito fluirá melhor.

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