Marcos NegriniEspaço disponívelPresos da PEM participam de atividades internas; ocupação na penitenciária ainda não é completaA direção da Penitenciária Estadual de Maringá (PEM) pretende acatar o pedido de transferência de 23 presos da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL). O diretor da PEM, Antônio Tadeu Rodrigues, disse ontem que Maringá vai ajudar Londrina numa situação de emergência. ‘‘Estamos fazendo um favor que embora não seja comum, temos que analisar toda situação e o pedido especial da Secretaria de Segurança do Estado’’, explicou. De acordo com Rodrigues, a PEM não ficará superlotada com os novos presos. Eles devem deixar a PEL ainda hoje.
Até ontem, o juiz da Vara de Execuções Penais de Maringá, Nabor Nishikawa, não havia recebido qualquer pedido oficial do juiz da Vara de Execuções Penais de Londrina, Roberto do Vale. A transferência dos presos tem que ser feita com autorização da Justiça. Segundo Nishikawa, há uma tendência da Promotoria Pública de permitir a transferência diante dos problemas enfrentados pela comarca de Londrina. ‘‘Não acho que teremos problemas em aceitar o pedido’’, disse.
A PEM tem capacidade para 360 presos e abriga atualmente com 327. Segundo Rodrigues, todos os 23 presos que serão transferidos para Maringá pertencem à região e não são de alta periculosidade. ‘‘O diretor da PEL nos apresentou uma lista com 30 nomes e tivemos o cuidado de escolher 23 presos que têm famílias na região de Maringá e que não comprometem a segurança do presídio’’, disse.
Até novembro do ano passado, quando a comarca de Maringá dependia da Vara de Execuções Penais de Londrina para a análise dos pedidos de liberdade ou de cumprimento da pena em regime semi-aberto, a média de transferência na PEM era de 6,5 por mês.
Hoje, com a agilidade da Vara de Execuções Penais de Maringá, a média de transferências dos presos da PEM é de 19,8 por mês. ‘‘Em média 19 presos por mês são transferidos para a colônia penal agrícola para cumprir a pena em regime semi-aberto ou são colocados em liberdade’’. A Vara de Execuções Penais de Maringá foi criada em dezembro do ano passado.
A maioria dos 23 detentos que serão transferidos da PEL para a PEM tem penas de três a oito anos de prisão. Conforme Rodrigues, boa parte deles já cumpriu quase a metade da pena.
O preso com sentença mais dura é Luiz Antonio de Oliveira. Ele foi condenado com agravante de suspeita de formação de quadrilha e pegou 20 anos de prisão. Oliveira já cumpriu 14 anos de prisão. Ele é de Maringá mas está preso na PEL e será transferido para a PEM.
O preso com pena mais branda é Wilson Pereira, que pegou três anos de prisão, já cumpriu dois, mas não deverá ser beneficiado com o regime semi-aberto por ter cometido crime hediondo.
Segundo Rodrigues, nenhum dos 23 presos da PEL que serão transferidos para Maringá pertence a outras comarcas. Conforme a lista apresentada à PEM, os presos são de Xambrê, Iporã, Campo Mourão, Umuarama, Alto Piquiri, Sarandi, Maringá, Mandaguari, Jandaia do Sul, Peabiru, Paranavaí e Goioerê.

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