Maringá vai proibir a maionese caseira
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quinta-feira, 26 de julho de 2001
Lucinéia Parra De Maringá 
O projeto de lei de autoria do vereador Edmar Arruda (sem partido) proibindo a comercialização de produtos que tenham ovo cru em sua formulação, deve ser sancionada pelo prefeito de Maringá, José Claudio Pereira Neto (PT). O projeto foi aprovado pela Câmara Municipal e ganhou apoio da Secretaria de Saúde, que promete fiscalizar com rigor os estabelecimentos e comerciantes ambulantes que continuarem usando produtos com esta característica.
A maionese caseira é o produto alvo do projeto. De acordo com o vereador, o objetivo é garantir a saúde pública e organizar o setor, principalmente dos comerciantes ambulantes que muitas vezes não dipõem de um sistema de refrigeração adequada. A lei proibe também o uso de bisnagas, vidros e plásticos para acondicionar catchup e mostarda.
Qualquer embalagem que permita a recarga é manipulada por várias pessoas e por isso é maior o risco de contaminação, diz Arruda. No caso da maionese caseira, o principal problema, conforme o vereador, é com o risco da contaminação pela salmonella, bactéria proveniente do ovo que se desenvolve em maioneses mantidas sob refrigeração inadequada.
De acordo com o chefe do setor de Vigilância Sanitária da Secretaria de Saúde de Maringá, Gilberto Pucca, o projeto é interessante porque contribui para a saúde da população. Ele diz que a secretaria estará atenta para fiscalizar o comércio local tão logo a lei seja sancionada.
Embora o projeto seja extensivo a todo tipo de comércio que utiliza a maionese caseira e bisnagas recarregáveis para acondicionar outros produtos, os vendedores ambulantes são os mais atingidos e não se conformam com a proibição. De acordo com o vendedor de cachorro-quente, Jair de Mello, 36, a fiscalização deveria ser feita de uma forma geral para averiguar as condições de higiene dos carrinhos e das lanchonetes. Fazem dez anos que eu vendo cachorro-quente e uso a maionese caseira e nunca aconteceu nada com os meus clientes, disse.
Já a comerciante ambulante Elza Siqueira da Silva, critica o projeto de lei e diz que os vendedores de cachorro-quente estão sendo perseguidos. Se for para a gente só usar sachê, vai ficar muito caro, e inviabilizará nosso trabalho, reclama.


