A Prefeitura de Maringá está cobrando o pagamento do consumo de água de três pontos de táxis, localizados no centro da cidade. O pagamento foi suspenso há mais de 10 anos, embora os taxistas de outros pontos continuem pagando o consumo regularmente. Apesar do pequeno valor - cerca de R$ 40,00 por ponto - os taxistas estão revoltados e afirmam que vão pagar a conta mas em contrapartida não permitirão que as pessoas continuem bebendo a água que abastece os pontos.
De acordo com o taxista Mário César Argozo, o prefeito deveria se preocupar com outros problemas que afligem a comunidade. ‘‘Acho que o prefeito deve ter coisas mais importantes para fazer do que se preocupar com o nosso consumo de água’’, reclamou. Argozo diz que tem táxi no ponto da Avenida Getúlio Vargas e nunca pagou a conta de água. ‘‘Se é para pagar a gente paga, mas a população também vai ser prejudicada, porque não vamos deixar mais ninguém tomar água aqui’’, disse. Segundo o taxista Adão Cândido, a cobrança por parte da prefeitura é descabida. ‘‘Com tantos burados nas ruas da cidade, o prefeito deveria se preocupar em tapar os buracos do que cobrar da gente o consumo de água’’, disse
Conforme o secretário de Transporte de Maringá, Renato Victor Bariani, a cobrança está sendo feita em respeito à Lei de Responsabilidade Fiscal. ‘‘A LRF não permite que o município continue custeando outras iniciativas, ainda mais uma iniciativa privada’’, justificou. Além disso, segundo Bariani, a cobrança não é pelo valor a ser arrecadado, mas ‘‘pelo princípio legal’’. Sobre a ameaça dos taxistas de não permitir o uso da comunidade, a partir da cobrança Bariani disse que é mais fácil encontrar os taxistas lavando ou limpando seus carros do que uma pessoa bebendo água no ponto de táxi. O gasto da prefeitura com a conta de água dos três pontos de taxis é de R$ 1,5 mil por ano.

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