Uma reunião realizada ontem na Câmara de Maringá começou a discutir um projeto de lei para proibir ou tentar regulamentar com maior ‘‘rigor’’ a perfuração de poços artesianos no município. São mais de 470 poços cadastrados na área urbana. Órgãos governamentais e entidades ambientalistas acreditam em um número bem maior, porque a exploração subterrânea da Bacia do Pirapó ainda não foi levantada.
Atualmente, uma lei municipal apenas disciplina a atividade. Segundo o vereador José Maria dos Santos (PSD), as informações sobre as consequências do uso inadequado de recursos hídricos subterrâneos chamou a atenção para a necessidade de uma lei. ‘‘O excesso de poços artesianos em nossa cidade, além das próprias notícias atuais sobre a falta de água no futuro são preocupantes’’, justifica o vereador.
Conforme técnicos ambientais e professores da Universidade Estadual de Maringá (UEM), entre as consequências da exploração desenfreada, está a falta de controle no consumo da água subterrânea. Técnicos acreditam na contaminação do lençol freático por coliformes fecais, pelo chorume do lixão e até pela decomposição dos corpos enterrados no Cemitério Municipal. ‘‘Ainda estamos levantando informações, mas sabemos que são muitos os problemas em Maringᒒ, disse o secretário municipal de Meio Ambiente, Marino Gonçalves.
Professores lembraram também que o excesso de poços na área central da cidade reduziram de forma drástica a vazão e o número de nascentes do Parque do Ingá. Dos mais de 470 poços, 155 são de condomínios residenciais, grande parte localizados no centro da cidade. Durante a reunião, a Secretaria do Meio Ambiente e a UEM orientaram o vereador a esperar o 1º Fórum de Política Ambiental que será realizado de 5 a 8 de junho. O evento tem como um dos principais temas a exploração de recursos hídricos. ‘‘O fórum vai trazer subsídios para a possível elaboração de uma lei e até para definir as políticas que serão implantadas na área ambiental de Maringᒒ, informou o secretário.

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