Maringá vai acionar empreiteira do Aeroporto
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terça-feira, 08 de maio de 2001
Marta Medeiros De Maringá 
O Aeroporto Regional de Maringá, que entrou em operação há menos de 15 dias, está com problemas na pista do pátio de manobras dos aviões. São 20 fissuras que variam de dois a três metros de comprimento cada uma. O secretário municipal de Transportes, Renato Luiz Bariani, garante que as fissuras não interferem no funcionamento do aeroporto, mas são um indicativo de que a obra pode sofrer problemas precoces. Se a primeira reforma do terminal estivesse prevista para daqui a 25 anos, teria que ser antecipada em até 10 anos por causa desta situação, diz o secretário.
Bariani conta que as fissuras apareceram há mais de um ano e foram aceitas no processo de homologação do Ministério da Aeronáutica. Conforme o secretário, a prefeitura vai entrar na Justiça contra a Construtora Sanches Tripoloni, de Maringá, subempreiteira da DM Construções, de Curitiba, responsável pela construção do aeroporto. A procuradoria jurídica do município pediu uma perícia para acompanhar a ação judicial que pretende contestar a qualidade da obra.
O secretário afirma que o problema das fissuras pode ser sanado sem a interdição do local. A obra de correção deve custar entre R$ 60 mil e R$ 70 mil. Não vamos corrigir agora porque estaríamos destruindo as provas dos problemas da obra, justifica o secretário. Bariani ressalta que a perícia constatou a responsabilidade da construtora e que o problema teria surgido, entre outras questões técnicas, por falha na preparação do terreno.
Na Construtora Sanches Tripoloni, subempreiteira responsável pela construção da pista e do pátio de manobras, nenhuma pessoa foi autorizada a falar sobre o assunto. Em Curitiba, o diretor da DM Construções, Ilton Zatoni, diz que não conhece o problema das fissuras. Isso é um fato novo que precisa ser analisado, afirma. Conforme ele, laudos técnicos e contábeis teriam demonstrado no processo judicial que a construtora tem direito a ressarcimentos. O processo, porém, ainda não recebeu sentença.
A DM e a Sanches Tripoloni contestam na Justiça o não-recebimento de parte do valor e supostos prejuízos causados pela obra. As construtoras tentam receber do município R$ 14 milhões, mais da metade do custo total do novo aeroporto de Maringá, que consumiu mais de R$ 22 milhões. O terminal começou a ser construído em 1994, mas só entrou em operação no final do mês passado.


