A divisão de Habitação da Prefeitura de Maringá está construindo duas casas com bloco estrutural cerâmico, que reduz o custo da obra em 25%. A intenção é fazer uma experiência com o material, já aprovado em outras regiões, e viabilizar uma linha de financiamento para novas construções. O bloco foi desenvolvido por estudantes de engenharia de instituições de ensino público do Estado e apresenta outras vantagens sobre os tijolos convencionais além do preço.
Hoje, o déficit habitacional de Maringá gira em torno de 6 mil famílias, a maior parte de baixa renda, que depende de projetos populares. Com o bloco, que já é produzido comercialmente por algumas cerâmicas, ele acredita que será possível atender a boa parte das famílias.
Facilidades - Como é mais largo que as lajotas convencionais e possui uma estrutura mais aberta, o bloco facilita o assentamento e a instalação da rede elétrica e hidráulica. O pedreiro Manoel Geraldo Neto, que está construindo as casas no Conjunto Guaipó, em Maringá, aprova o bloco. ‘‘Depois que a gente pega prática é muito mais fácil de trabalhar’’, afirma. Ele diz que as vantagens começam pelo assentamento.
Os blocos são ocos e ficam deitados, permitindo a instalação dos canos da rede elétrica e hidráulica sem a necessidade de se quebrar a parede. ‘‘Quando a parede está em pé é só colocar os canos e fazer um furo para a passagem da torneira’’, diz Geraldo Neto. Depois de pronta, a casa não exige pintura. O chefe da divisão de Habitação do município, Sigmar Navashi, diz que as paredes parecem de tijolos à vista.
Em Maringá, foram construídas duas casas com 58 metros quadrados e cinco ambientes cada. A prefeitura está agora aguardando um sinal positivo da Cohapar ou agentes financeiros para a construção de novas casas.Marcos NegriniDuas casas feitas de bloco estrutural cerâmico estão sendo testadas pela Prefeitura de Maringá. Cálculos indicam que a economia será de 25%Marcos Zanatta

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