Maringá A Secretaria de Saúde de Maringá vai implantar um serviço de atendimento móvel de urgências clínicas e de traumas com o objetivo de ampliar as chances de sobrevida de pacientes em estado grave. O modelo é parecido com um serviço médico francês e se diferencia do Siate pelo fato do telefone de emergência ser atendido por um médico que irá fazer uma pré-avaliação do caso e garantir a vaga no hospital enquanto a ambulância chega ao local da ocorrência.
Denominado de Serviço de Atendimento Móvel a Urgências (Samu), o modelo deve ser implantado em maio, com recursos e equipamentos do Ministério da Saúde, do Governo do Estado e do município. Objetivo do Ministério da Saúde é implantar o Samu em todos os municípios com mais de 100 mil habitantes. Segundo a diretora de assistência da Secretaria de Saúde de Maringá, Regina Dalla Torre, o pagamento dos profissionais e a manutenção do serviço irão custar R$ 130 mil por mês.
O Samu terá uma central de regulação para definir e preparar o hospital, e uma estrutura com 24 médicos especialistas em urgência e emergência, além de oito ambulâncias equipadas para primeiros socorros e uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) móvel. O serviço terá o telefone 192, cuja ligação será atendida por um médico treinado em telemedicina para ocorrências de acidente de trânsito, de trabalho, parada cardiorespiratória e quedas graves. ''A diretriz é primeiro garantir a sobrevida do paciente e depois conseguir a vaga de internação'', explica a diretora da Secretaria de Saúde.
Segundo o gerente municipal de Urgências e Emergências, médico Nevton Bringmann, o Samu funcionará nos moldes do Siate do Corpo de Bombeiros, mas com uma estrutura operacional e de atendimento médico mais completa. Bringmann diz que a figura do médico fazendo o pré-atendimento ao telefone e definindo as necessidades do paciente naquele momento fazem a diferença nos casos de urgência. O gerente explica que uma massagem cardíaca feita nos primeiros cinco minutos é capaz de aumentar em 75% as chances de sobrevida do paciente.
Em Londrina, a Secretaria Municipal de Saúde aguarda apenas a divulgação no Diário Oficial para dar início ao processo de licitação dos serviços. Segundo o diretor de serviços especiais do município, Sérgio Canavese, ''o projeto está adiantado, pois passou pela avaliação ministerial sem correções'', afirmou. E também vai abranger Cambé e Ibiporã, atendendo aproximadamente 604 mil pessoas, que terão à disposição oito ambulâncias, sendo duas de suporte avançado (com capacidade para atender qualquer tipo de emergência) e seis de suporte básico. O investimento anual estimado para o projeto é de R$ 3,4 milhões.

mockup