O prefeito de Maringá José Claudio Pereira Neto (PT) divulgou ontem o projeto de reciclagem do lixão que começa a ser executado no início de março. A expectativa é de que 80% do lixo recolhido diariamente na cidade seja encaminhado para a Usina de Reciclagem, instalada na saída para Astorga.
O projeto é uma resposta ao Ministério Público que ingressou, no final do ano passado, com uma ação civil contra o município por falta de tratamento do lixo. Baseado em laudos do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), o promotor Manoel Ilecir Heckert, da Promotoria de Defesa de Meio Ambiente, deu prazo até março deste ano para que a prefeitura solucionasse o problema do lixão sob pena de multa diária no valor de R$ 5 mil.
Segundo o prefeito, o lixão é considerado uma emergência, por isso a prefeitura vai investir R$ 300 mil. Atualmente, um trator esteira faz a distribuição do lixo em toda área. A partir de março, a prefeitura vai colocar mais uma máquina no local e contratar três funcionários para coordenar os trabalhos de compostagem. Paralelamente, a prefeitura pretende colocar para funcionar toda estrutura da Usina de Reciclagem, incluindo a parte de moagem do lixo.
‘‘Hoje a usina só recicla 2 toneladas de lixo por dia, mas tem capacidade para reciclar 80 toneladas/dia’’, afirmou José Claudio. O total de lixo reciclado deve atingir 160 toneladas/dia a partir de abril, com a implantação do segundo turno na usina. A coleta seletiva, que vai ser implantada em alguns bairros da cidade, deve absorver 60 toneladas de lixo por dia. Atualmente, conforme José Claudio, são recolhidas 260 toneladas de lixo por dia em Maringá. Apenas cerca de 20% do lixo deverá ter como destino a área do lixão, que ocupa 9,5 alqueires.
Com relação às 80 famílias que sobrevivem do lixão, José Claudio disse que o projeto prevê o aproveitamento desta mão-de-obra na Usina de Reciclagem. A idéia é orientar as pessoas que ‘‘trabalham’’ no lixão a formar uma cooperativa.

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