Maringá terá presídio industrial
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sexta-feira, 11 de abril de 1997
Sucursal de Maringá 
Marcos NegriniVisitaCezinando Paredes, o secretário Edson Pinto e o prefeito Jairo Gianoto conhecem o trabalho na PEMO secretário de Justiça e da Cidadania, Edson Luiz Vidal Pinto, anunciou ontem a construção do presídio industrial semi-aberto de Maringá, que terá as obras iniciadas ainda este ano. Ele esteve na cidade participando das comemorações do primeiro aniversário da Penitenciária Estadual de Maringá (PEM) e assinou um convênio para a produção de mudas pelos detentos.
O presídio industrial de Maringá terá 200 vagas e vai atender toda a região de abrangência da PEM, num total de 37 municípios. Hoje, os detentos com penas semi-abertas da região ficam na Colônia Penal de Piraquara, na região de Curitiba. Com o presídio industrial de Maringá, os apenados ficarão na região de origem, explica o diretor do Departamento Penitenciária do Paraná (Depen-PR), Cezinando Vieira Paredes.
Ele calcula que pelo menos 800 presos que cumprem pena em Piraquara são do interior. Boa parte será transferida para a origem com os presídios industriais de Maringá e Guarapuava. As principais vantagens do sistema semi-aberto, segundo ele, são a proximidade com a família e a reintegração do preso.
Segundo Paredes, o Depen-PR possui cerca de 60 convênios com a iniciativa privada, possibilitando que mesmo os presos das penitenciárias trabalhem. Ele calcula que em todo o sistema pelo menos 80% dos presos exercem algum tipo de atividade remunerada. São mais de 4,5 mil apenados trabalhando, diz. O resultado imediato disso, segundo Paredes, é a queda nos casos de reincidência, que gira em torno de 20% desde 1992. É uma das médias mais baixas do país, garante.


