Empresa realizou um teste no ano passado: melhoria da visibilidade e aprovação da população, segundo a prefeitura
Empresa realizou um teste no ano passado: melhoria da visibilidade e aprovação da população, segundo a prefeitura | Foto: Divulgação

A Prefeitura de Maringá (Noroeste) assinou a ordem de serviço para a instalação de placas com nomes de ruas, que serão iluminadas e alimentadas por energia solar.. As primeiras unidades do total de 60 devem ser implantadas em 45 dias. O objetivo é melhorar a visibilidade dos nomes das ruas para motoristas e pedestres durante o período noturno, com o adicional de que a estrutura terá tomadas e entradas USB, que podem ser utilizadas para recarga de aparelhos eletrônicos, como telefones celulares e tablets.

Para as pessoas com deficiência visual, os postes dessas placas terão sinalização em braile, com o nome das ruas e uma breve história dos homenageados. A placa também deve conter também o número inicial e final da quadra.

O secretário municipal de Mobilidade Urbana, Gilberto Purpur, destacou que as placas serão instaladas inicialmente na área central. “Elas serão implantadas no Eixo Monumental, que vai da Catedral até o Estádio Willie Davids”, detalha. Segundo ele, a nova estrutura foi necessária em função da cidade ser muito arborizada e a avaliação é de que as árvores acabam interferindo na iluminação pública. “Atualmente, um motorista dificilmente consegue ler a placa no período noturno. Essa mudança representa a urbanidade, pois o aspecto visual é muito bom e cumpre a função”, destaca.

Purpur explica que a ideia surgiu ao ver as placas com nomes de ruas iluminadas na cidade de São Paulo, onde esse tipo de sinalização já existe há muitos anos. “Mas lá a iluminação advém da rede da companhia de energia elétrica. O equipamento que vamos instalar aqui não possui nenhuma ligação com a rede da Copel”, aponta.

As placas funcionam de forma "off-grid", ou seja, possuem uma bateria para o armazenamento de energia captado durante o dia para a utilização no período da noite. “Nos foi apresentada essa alternativa alimentada com energia solar. Fizemos os testes (em 2018) e a população aprovou a experiência”, destaca.

Purpur admite que Maringá possui deficiência nessa questão de sinalização toponímica. “Do modelo 'pirulito', que ficam nas esquinas, existem poucos. Acredito que das placas atuais de Maringá, que não são iluminadas, 90% foram instaladas em postes da Copel, ou seja, não são do modelo 'pirulito', que ficam nas esquinas”, aponta. Ele destaca que na região central esse número de placas implantadas nos postes da Copel é de 60% do total nos dias de hoje.

CUSTOS

O secretário garante que o custo de implantação desse equipamento, de R$ 1288 por unidade, não difere muito das placas não iluminadas. “Até nos surpreendeu, pois o valor foi abaixo do previsto em edital (R$ 1.500/unidade). Considerando os materiais utilizados para a estrutura com iluminação, os valores são bem próximos dos que não contam com luz”, aponta. Em Ribeirão Preto (SP), uma placa simples, sem iluminação, feita por chapa galvanizada com uma face foi avaliada em R$ 119,97 a unidade e o conjunto toponímico, com duas placas e duas faces, teve como valor de referência o valor unitário máximo estimado em R$ 448,33, em edital publicado este ano.

“Colocamos algumas placas em teste e todos os comentários foram favoráveis à utilização. A receptividade foi excelente”, destaca Purpur, embora admita a possibilidade de vandalismo. “Nos testes feitos há um ano não tivemos nenhum problema. Mas para evitar problemas vamos implantá-las em áreas mais vigiadas. Com isso acredito que o problema de depredação seja mínimo”, aposta.

Embora a licitação tenha previsto a implantação de até 1.188 equipamentos, a um custo de R$ 1,53 milhão em um ano, o secretário admite que o volume a ser implantado ao longo desse período será bem abaixo disso. “Posso garantir que não chegará nem próximo dessa quantidade. Se a aceitação for boa instalaremos de 200 a 250 placas. Quando esse contrato terminar faremos outra licitação. Colocamos essa quantidade no edital, porque havia rubrica específica para isso”, aponta.

'NÃO TEM MUITO VANDALISMO'

Para Gefferson Furtado, proprietário da empresa vencedora da licitação, Desafio Painéis Ltda, o pedido inicial frustrou um pouco. “Pensei que iriam pedir 200 unidades só de início. Talvez seja uma questão de falta de verba ou apareceu alguma coisa mais urgente”, destaca.

Furtado ressalta que o protótipo instalado no ano passado confirmou a eficiência do equipamento. O teste foi realizado em três locais, nos cruzamentos das avenidas Duque de Caxias e Tiradentes e na Duque de Caixas com Brasil; e na avenida Colombo, em frente à Semob. “Melhorou a visibilidade, já que não é possível enxergar nada das placas atuais, que estão desbotadas. A luz do farol do carro é baixa e não dá altura para iluminar essas placas. Para os turistas é importante ter essas informações visíveis, beneficiando inclusive pessoas da região metropolitana que circulam por aqui. Vai ajudar bastante”, aponta.

“ A placa fotovoltaica não gasta muita energia e o módulo utiliza leds com iluminação que não agridem muito os olhos”, observa o empresário. Sobre a iluminação das placas, ele afirma que segue uma tendência. “A alimentação por energia solar é um projeto viável que vai modernizar a cidade”, garante.

Sobre a possibilidade de vandalismo, Furtado afirma que o equipamento terá policarbonato no lugar do acrílico. “É um material mais resistente a arremessos de pedra”, garante. “Eu faço fachadas e quando todas as lojas utilizavam estrutura metálica, as pessoas foram resistentes à substituição por blindex. É um risco que se corre, mas aqui não tem muito vandalismo ”, afirma.

mockup