Maringá será uma das cidades paranaenses que contarão com guardas municipais. O projeto vem sendo discutido há anos na cidade e foi aprovado pela Câmara de Vereadores anteontem à noite. Inicialmente, a prefeitura não fará contratações. Os vigilantes que hoje cuidam dos prédios e espaços públicos ganharão novos equipamentos e serão transformados em guardas municipais.
O projeto vinha tramitando na Câmara há algumas semanas e na terça-feira foi aprovado por unanimidade, em regime de urgência. A principal discussão era sobre o uso ou não de armas de fogo pelos servidores. No final, ficou acertado que eles não andarão armados e receberão rádio, cassetetes, algemas e um novo uniforme.
O gerente municipal de Defesa Social, Paulo Mantovani, explica que o uso de armas por parte dos guardas municipais traria uma série de dificuldades para implantação do projeto, por isso essa hipótese foi descartada. ''O uso de armas de fogo gera uma série de treinamentos e autorizações'', comenta.
Mesmo sem armas, os guardas municipais poderão dar apoio a futuras operações das polícias Militar e Civil. Dos 283 vigilantes que trabalham hoje no município, apenas 45 deles receberão um treinamento especial para fazer rondas na cidade. De acordo com Mantovani, eles serão selecionados entre o quadro de servidores, para serem treinados no 4º Batalhão da Polícia Militar de Maringá. A prefeitura também irá pagar um curso de aikidô como forma de aperfeiçoamento.
Os 45 guardas que farão as rondas também receberão um acréscimo salarial, por desempenharem uma função específica. Hoje, um vigilante recebe da prefeitura em torno de R$ 500,00. Com o abono, o salário deve ficar em torno de R$ 1 mil. Para as rondas, o projeto também prevê a aquisição de 15 motocicletas e três veículos.
Para implantação do projeto, o município destinou uma verba de R$ 400 mil em seu orçamento. Mantovani acredita que todos os recursos serão usados, porque será necessário fazer todos os uniformes e comprar os equipamentos. Entre as novidades, ele destacou a Central de Rádio, que vai possibilitar os guardas avisarem sobre qualquer problema e logo em seguida já receber apoio. A prioridade inicial será a segurança dos prédios públicos.
No entanto, o gerente destaca que uma das vantagens da implantação da guarda é que a prefeitura também poderá elaborar novos projetos e conseguir recursos do Governo Federal. ''O trabalho deles não terá grandes mudanças, mas poderemos conseguir mais recursos no âmbito federal. Hoje, isso não é impossível e acaba nos prejudicando'', argumenta.
Mantovani acredita que a guarda está em funcionamento pleno até o fim do ano. Isso porque a prefeitura ainda precisa selecionar os servidores, aplicar o treinamento e abrir as licitações para compra dos equipamentos.

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