Maringá terá ciclovias para Sarandi e Paiçandu
Marcos Zanatta
De Maringá
Os ciclistas de Maringá terão vias exclusivas nas principais ligações entre bairros e o centro, ou mesmo entre as duas principais saídas da cidade, no sentido Sarandi ou Paiçandu (10 quilômetros a oeste de Maringá). A intenção da Secretaria de Transportes é fazer a ligação com as ciclovias das duas cidades vizinhas, que já existem há pelo menos 20 anos. A proposta é colocar os ciclistas em faixas exclusivas, garantindo maior segurança e agilizando o tráfego de veículos, explica o secretário Sidney Telles.
A média de acidentes com ciclistas em Maringá, segundo o Pelotão de Trânsito da Polícia Militar, foi de 20 por mês no ano passado. O pico foi de até 44 acidentes envolvendo bicicletas, registrado em agosto de 1999. Entre os trechos mais críticos está a Avenida Pedro Taques, a primeira a receber a ciclovia. A avenida, que liga a área central ao Jardim Alvorada, bairro mais populoso de Maringá, tem um grande movimento de ciclistas. O projeto, que aguarda a liberação de recursos, prevê uma pista para bicicletas no canteiro central da avenida.
O projeto completo, segundo Telles, vai integrar toda a cidade com ciclovias, ligando as pistas exclusivas na BR-376 até Sarandi e na PR-323 até Paiçandu. Os usuários aprovam a idéia. Vai ficar bom porque a gente tem mais segurança aqui do que nas ruas da cidade, diz o sorveteiro Benedito Gomes, que mora em Maringá e ontem passava na ciclovia para Paiçandu, que tem cerca de 10 quilômetros. Ele critica a falta de ligação da ciclovia com a entrada da cidade.
Os usuários da ciclovia de Sarandi, inaugurada em março de 1979, reclamam das obras na Avenida Colombo. Depois que começaram o viaduto acabaram com a ciclovia, diz o operário Paulo de Almeida, que mora em Maringá e trabalha em Sarandi. A gente vem tranquilo até a entrada de Maringá, depois tem que dividir espaço com os carros na rodovia, afirma o pedreiro José da Costa, que também usa a ciclovia de Sarandi todos os dias.





