Maringá tenta evitar fraudes no passe livre
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quinta-feira, 08 de janeiro de 2004
Lucinéia Parra<br> Equipe da Folha 
Maringá A Secretaria de Educação de Maringá espera reduzir em pelo menos dois mil o número de passe livre para os estudantes. O objetivo é acabar com fraudes ocorridas ano passado, tornando o acesso ao benefício mais rigoroso neste início de ano. O cadastramento dos estudantes começou anteontem e vai até o final de março.
Para evitar irregularidades, a secretaria está exigindo, além da declaração de matrícula da escola e cópia da certidão de nascimento, o comprovante de residência. Para os inquilinos, a exigência este ano é maior, tendo os moradores que apresentarem uma declaração do dono do imóvel com firma reconhecida.
De acordo com a secretária de Educação, Maria Pereira de Souza, a intenção é não burocratizar, mas regularizar o benefício e restringí-lo somente aos estudantes. Em 2003, segundo ela, cerca de 200 pessoas usaram os passes todos os dias mas não eram estudantes. A descoberta foi possível com a checagem das frequências dos alunos nas salas de aulas. Este ano, conforme a secretária, a intenção é liberar os passes aos alunos que comprovarem, de fato, que moram a mais de 1,5 mil metros da escola. Além disso, o controle do uso do cartão será mais rigoroso a partir do ano letivo com conferências mensais sobre a frequência dos alunos nas escolas.
Mesmo com maior rigor, a estimativa da secretaria é de que 20 mil estudantes, incluindo das escolas particulares e universidades, sejam beneficiados pelo passe livre. O benefício foi criado em 1997 em Maringá. O transporte dos estudantes é feito pela empresa Transporte Coletivo Cidade Canção (TCCC) única empresa responsável pelo transporte coletivo da cidade.


