O Conselho Municipal de Segurança de Maringá quer firmar um convênio com a Polícia Militar para tentar coibir o trabalho dos guardadores de carros nas ruas da cidade. Desde o início do ano uma lei municipal proíbe a atuação dos chamados ‘‘flanelinhas’’. Mas falta fiscalização, que poderá ser feita pela Polícia Militar. O vereador Shinji Gohara (PSN), autor da lei, diz que o projeto foi elaborado em cima de reclamações de motoristas que se sentem coagidos pelos guardadores.
Pela lei, os flanelinhas ficam proibidos de guardar veículos particulares em qualquer via ou espaço público da cidade. O prefeito Jairo Gianoto (PSDB) vetou apenas um artigo, que responsabilizava o município pelo encaminhamento dos guardadores. A intenção agora, segundo Gohara, é encaminhar todos os flanelinhas identificados para a Fundação de Desenvolvimento Social quando maiores, e para o Conselho Tutelar quando menores.
A fundação vai verificar se as pessoas são mesmo carentes, já que existem aposentados com padrão de vida razoável que atuam como guardadores. Dentro do possível, as pessoas comprovadamente carentes e desempregadas serão auxiliadas. Os menores serão encaminhados aos pais, ou aos serviços sociais do município. ‘‘A intenção é fazer com que a lei seja cumprida, acabando com as reclamações dos motoristas’’, afirma Gohara. O vereador diz que principalmente mulheres são coagidas a pagar pela vaga, e quando não pagam podem ter o carro avariado.
Ele diz que não tem idéia de quantas pessoas trabalham como flanelinhas em Maringá, mas acredita que a atividade cresce na mesma proporção da falta de emprego. Segundo policiais de trânsito que atuam na área central, são mais de 100 guardadores nos pontos de maior movimento. Principalmente nas áreas de maior concentração de lojas. Gohara acredita que se houver um acordo com a polícia, é possível acabar com os flanelinhas. O comando da PM espera uma reunião com membros do conselho, que deve ocorrer esta semana, para analisar o trabalho de fiscalização da atividade.

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