Édson GuittiFlanelinhas estão espalhados por toda parte em Maringá, inclusive durante o diaA Prefeitura de Maringá vai estudar uma forma de coibir a atividade dos guardadores de carros, os ‘‘flanelinhas’’, no centro da cidade. A presença destes prestadores de serviços nas principais avenidas e pontos estratégicos da cidade está incomodando a maioria dos motoristas e empresários estabelecidos principalmente na avenida Brasil. Por causa das reclamações, a prefeitura decidiu conhecer as experiências de outras cidades e selecionar as alternativas que podem ser aplicadas em Maringá.
‘‘Vamos saber o que as outras cidades que tiveram este tipo de problema fizeram para retirar os flanelinhas das ruas’’, disse o procurador geral da prefeitura, Otávio Salvadori. A discussão sobre a legalidade da atividade e sua forma de atuação veio à tona esta semana com a invasão de menores e aposentados que disputam diversos pontos na cidade.
As autoridades policiais acreditam que o aumento de flanelinhas neste mês está ocorrendo por causa da Páscoa. Com o aumento de consumidores da região, cresceu também o número de guardadores de carros. A maioria vem de Sarandi e Paiçandu.
No ano passado, a Polícia Civil chegou a fazer um levantamento dos flanelinhas e cadastrou aqueles que tinham antecedentes criminais. Fazer mais do que isso, conforme o delegado, Leonil da Cunha Pinto, é impossível porque a Constituição prevê o direito de ir e vir. Ele explica que até hoje não foi registrado nenhuma queixa na delegacia contra os flanelinhas, o que dificulta uma ação de flagrante. ‘‘Só poderemos prender alguém se for denunciado e pego em flagrante extorquindo a vítima’’, explicou.
Salvadori concorda com o delegado e acrescenta que ‘‘é exatamente a falta de queixa por parte dos motoristas que dificulta uma ação mais rigorosa contra os flanelinhas’’. Segundo ele, muitas pessoas reclamam que os guardadores de carros fazem ameaças, são inoportunos e agressivos, mas não se preocupam em fazer as denúncias na delegacia.
A atuação dos flanelinhas até o ano passado era restrita a determinados pontos como bares noturnos e clubes. Hoje, eles estão na frente de restaurantes em pleno dia e em quase todos os eventos culturais. Aos sábados, o número de flanelinhas aumenta consideravelmente.
Aos sábados, na quadra da Lojas Americanas, há até 10 flanelinhas espalhados pelas calçadas e canteiros centrais. ‘‘Tem dia que fica lotado de guardadores de carro e, mesmo assim, ainda consigo ganhar em média R$ 15,00’’, disse ontem o flanelinha Adriano, 16 anos, que mora em Sarandi.

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