Maringá tenta adaptar trilhos ao 'novo' centro
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quinta-feira, 26 de abril de 2001
Marta Medeiros De Maringá 
A Urbamar, empresa pública responsável pela urbanização do Novo Centro de Maringá, vai iniciar um projeto para prolongar o rebaixamento da linha férrea nos cruzamentos das avenidas 19 de Dezembro e Tuiuti. No final de 1999, os trens começaram a passar pelo túnel ferroviário que corta parte do Novo Centro. A alternativa não foi suficiente para conciliar o tráfego de veículos com o restante da linha férrea, localizada em cruzamentos movimentados da cidade.
Segundo o diretor-presidente da Urbamar, Norberto de Miranda Silva, o Ministério dos Transportes tem verba para a execução do projeto, avaliado em R$ 600 mil. A Câmara aprovou anteontem à noite projeto autorizando a abertura de crédito especial no orçamento municipal deste ano. Silva explica que a rubrica orçamentária é necessária para atender a Lei de Responsabilidade Fiscal e o repasse do dinheiro da União.
A obra de rebaixamento, que inclui a construção de dois viadutos nas avenidas 19 de Dezembro e Tuiuti, além de outros quatro viadutos intermediários, pode custar R$ 12 milhões. O diretor-presidente da Urbamar afirma que a execução do projeto de engenharia para levantamentos técnicos da obra é imprescindível. A União tem recursos que visam a melhoria do tráfego urbano e só não são usados por falta de projetos adequados, ressalta.
A Avenida Tuiuti, uma das prejudicadas com congestionamentos por causa do tráfego ferroviário, é a principal ligação da área central com vários bairros da zona norte, além de ser a saída mais utilizada para a BR 376. Conforme o diretor-presidente da Urbamar, o rebaixamento pode no futuro proporcionar a construção de uma via rápida para ligar as zonas leste e oeste da cidade, no mesmo sentido da linha férrea.


