Maringá – A secretaria de Saúde de Maringá está preocupada com o retorno da epidemia de dengue na cidade. Até agora já foram confirmados mais de 4,2 mil casos e cerca de 4 mil exames ainda esperam confirmação. A prefeitura teme que durante a primavera e o verão o problema retorne.
  Na semana passada, funcionários da secretaria terminaram pela segunda vez este ano a visita em todas as casas, estabelecimentos comerciais e empresas da cidade. O balanço do trabalho deixou preocupado o secretário de Saúde, Antonio Carlos Nardi. ‘‘Muitos dos locais que passamos pela segunda vez estão com os mesmo problemas’’, revela.
  Segundo ele, a população precisa se conscientizar quando ao risco. Os ovos do mosquito Aedes aegypti podem ficar depositados por até 450 dias esperando a hora de eclodir. Por isso, os agentes têm feito um trabalho constante de limpeza dos quintais, mas o número de focos encontrados ainda é alto.
  Ele lembra que este ano Maringá enfrentou a maior epidemia de dengue da sua história e se a população não ajudar o problema poderá voltar no verão. ‘‘Alguns lugares que os agentes limparam já estão cheios de entulho novamente em menos de 60 dias. Se a comunidade não ajudar, não tem como acabar com o mosquito’’, desabafa.
  Segundo ele, os fundos de vale são os maiores problemas. A população se acostumou a depositar lixo e entulho nesses locais, que se transformam em verdadeiros berçários para os mosquitos. Nardi conta que a secretaria de Obras Públicas tem limpado esses locais, mas o problema continua. Mesmo agora no inverno, ocorreram dias quentes, em que os mosquitos proliferaram.
  Quando ao atraso na entrega dos exames, Nardi lembra que o laboratório da Universidade Estadual de Maringá é responsável por mais de 100 municípios da região Noroeste e foi sobrecarregado no começo do ano. Agora eles estão começando a regularizar a situação.

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