Empresas implantaram melhorias, como instalação de wi-fi, câmeras de monitoramento e mais pontos de venda de créditos: exigências para o reajuste
Empresas implantaram melhorias, como instalação de wi-fi, câmeras de monitoramento e mais pontos de venda de créditos: exigências para o reajuste | Foto: Cary Bertazzoni/Prefeitura de Maringá



O prefeito em exercício de Maringá, Edson Ribeiro Scabora, comanda as negociações sobre o novo valor da tarifa de transporte coletivo em Maringá (Noroeste). Atualmente, a tarifa convencional, conhecida como cartão Passe Fácil, é de R$ 3,40 e estudantes pagam 50% do valor. Idosos e pessoas com deficiência gozam de gratuidade. "Realizamos quarta-feira (3) mais uma rodada de negociações e as empresas pediram que a tarifa fosse reajustada para R$ 3,65 e não concordamos", afirmou, explicando que as empresas ficaram de enviar um relatório com as melhorias implantadas.

Segundo Scabora, provavelmente a nova tarifa fique em R$3,60 para horários de pico e em R$ 3,06 fora desse intervalo, "Vale lembrar que esse aumento não é referente a 2018, mas é retroativo a junho de 2017. Nesta sexta-feira teremos a última rodada de negociações", apontou.

As melhorias implantadas ao longo de 2017 foram uma exigência do prefeito Ulisses Maia para que o reajuste fosse concedido. Entre os pedidos constam a instalação de redes wi-fi, ar-condicionado, câmeras de monitoramento nos ônibus, novos pontos de venda de créditos e de recarga de cartões, formas alternativas de pagamento da tarifa e reorganização das linhas nos horários de pico. "Praticamente todos esses itens foram concretizados."

Scabora agora cobra das empresas que melhorem a velocidade dos ônibus no percurso dos bairros ao centro. "Tende-se a melhorar essa rapidez e agora estamos discutindo para ter qualidade melhor dos ônibus", declarou.

Embora a atual administração não discuta a gratuidade de passagem concedidas aos idosos, deficientes físicos e de 50% do valor da tarifa para estudantes, ele afirma que isso representa 27% do custo da passagem aos demais passageiros. "Isso significa que a gratuidade encarece a passagem para o restante da população. Estamos estudando uma forma de a prefeitura subsidiar esse valor, ou seja, arcar com esse custo e tirar das costas do povo esse peso", planejou.

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