Maringá tem infestação de 60%
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terça-feira, 20 de março de 2007
Mariana Guerin<br>Reportagem Local 
Maringá - Com 367 casos de dengue confirmados, 18 deles importados, e 1471 notificações, Maringá enfrenta um surto da doença. Segundo o secretário da Saúde, Antonio Carlos Nardi, o nível de infestação domiciliar na cidade chegou a 60% este ano e apesar dos trabalhos intensivos de combate ao Aedes aegypti, ''é importante ressaltar que novos mosquitos estão nascendo e se proliferando''.
De acordo com Nardi, o último grande surto de dengue na cidade ocorreu há três anos, quando foram registrados mais de 430 casos da doença. ''Já estava previsto o aumento dos casos este ano porque tivemos um verão extremamente quente e chuvoso'', justificou o secretário. Segundo ele, todos os casos estão controlados e não houve nenhuma morte em decorrência da doença até agora na cidade.
Ainda conforme Nardi, as secretarias de Saúde de Maringá e Londrina trabalharão juntas no intuito de descobrir a causa da morte da paciente Maria Isabel Gil dos Reis, que faleceu anteontem, num hospital londrinense, com suspeita de dengue hemorrágica.
''As únicas informações que tenho sobre a paciente foram obtidas com o pessoal do setor de epidemiologia de Londrina. O que eles me disseram é que a paciente teria sido tratada numa unidade de um convênio particular, em Maringá, e que teria passado também por Paranavaí antes de mudar-se para Londrina'', disse Nardi.
Segundo ele, a Secretaria não tem informação alguma sobre a antiga residência da paciente em Maringá. ''As ações de combate ao mosquito continuam efetivas em todos os bairros, com o trabalho intensivo dos agentes comunitários.''
Amanhã, a partir das 8 horas, haverá um arrastão contra o mosquito da dengue, na sede do campus da Universidade Estadual de Maringá (UEM). Será uma operação conjunta com a Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Vigilância Ambiental.
Cerca de 150 pessoas devem participar do mutirão, entre agentes da vigilância e servidores da universidade. O pessoal será divido em grupos que irão percorrer todo o campus para eliminar possíveis focos do mosquito, além de prestar orientação sobre os riscos e prevenção da doença. Os trabalhos deverão durar o dia todo.
Interessados em trabalhar como voluntários poderão entrar em contato com o professor Ozório Kunio Matsuda, coordenador do mutirão, pelo telefone 3261-4272.
Na sexta-feira e no sábado, os agentes da Vigilância Ambiental complementam o mutirão nas residências ao redor da universidade.


