A Secretaria de Saúde de Maringá está enfrentando dificuldade para cumprir o programa de cadastramento dos estabelecimentos de saúde particulares existentes na cidade. O cadastramento é uma determinação do Ministério da Saúde e tem como objetivo levantar a realidade dos municípios de todo País com relação às clínicas, hospitais e instituições ligadas ao setor.
De acordo com a enfermeira Rosana de Brito Guidi, a primeira fase do levantamento que visa o cadastramento dos estabelecimentos de saúde conveniados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), e as clínicas particulares que prestam serviços de média ou alta complexidade já está quase concluída. ‘‘Só estamos tendo dificuldade com alguns estabelecimentos particulares que, por não entenderem a finalidade do cadastramento, acabam criando resistências em divulgar as informações’’, disse.
Segundo Rosana, o cadastramento vai servir de base para os programas do governo federal voltados à área de saúde e também para a programação de pagamento aos serviços prestados pelo SUS. Ela afirma que o município também vai sair ganhando com esta iniciativa do Ministério da Saúde, já que Maringá, apesar de ser considerada um pólo de medicina não tem disponibilizado em nenhum órgão público ou privado os números exatos sobre os estabelecimentos de saúde existentes na cidade. ‘‘Só o que sabemos com certeza é sobre o número de hospitais e clínicas que prestam serviços pelo SUS’’, ressaltou.
Na segunda fase do programa, que deve ter início em julho, está previsto o cadastramento de todas os estabelecimentos de saúde não conveniados pelo SUS, incluindo aí as clínicas médicas e odontológicas. ‘‘Na segunda fase vamos ver se conseguimos mais recursos humanos, porque realmente são muitos estabelecimentos’’, disse. O prazo final do cadastramento determinado pelo Ministério da Saúde é até 31 de dezembro. Atualmente apenas duas funcionárias da Secretaria de Saúde de Maringá realizam as pesquisas nos estabelecimentos de saúde da cidade.

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