Maringá também tem problema
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sábado, 23 de dezembro de 2000
Lucinéia Parra De Maringá 
O comandante do 4º Batalhão da Polícia Militar de Maringá, tenente-coronel Gilberto Kummer, disse ontem que adotou medidas estratégicas para manter os policiais nas ruas apesar do pouco combustível disponível para o abastecimento das viaturas, motos e motonetas. Segundo ele, as viaturas que consomem mais combustível estão paradas em locais estratégicos e só são deslocadas em ocorrências de grandes proporções.
A ronda nos bairros e o atendimento das ocorrências mais simples, de acordo com Kummer, estão sendo feitas através de motos, motonetas e bicicletas. O policiamento de bicicleta foi implantado este ano e está dando um bom resultado, justificou.
Kummer evitou criticar o governo do Estado pelo repasse de recursos insuficientes para a compra do combustível. Hoje todos os batalhões da PM do Paraná estão com dificuldade de abastecimento das viaturas, mas isto está ocorrendo porque o Estado está se adequando à lei de reforma fiscal e reequilibrando as contas, explicou. Ele também atribui o problema ao aumento no valor dos combustíveis. Recebemos uma verba de R$ 26 mil para o combustível. Esse valor era suficiente no começo do ano para comprar 21 mil litros de combustíveis. Hoje, só dá para comprar 14 mil litros, disse.
Para o abastecimento das 40 viaturas do 4º BPM, 37 motocicletas e 30 motonetas, seria necessário, conforme Kummer, 30 mil litros/mês. Estamos trabalhando com menos da metade do que seria necessário, mas a segurança não está comprometida porque o policial está presente na comunidade, garantiu.
O tenente-coronel afirmou que segmentos da sociedade estão colaborado com a PM, mas o ideal, segundo ele, é que seja ativado o Conselho Municipal de Segurança.


