Maringá também realiza passeata nas ruas centrais
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sexta-feira, 01 de junho de 2001
Lucinéia ParraDe Maringá 
Professores e funcionários da Universidade Estadual de Maringá (UEM) também protestaram ontem para reivindicar 50,3% de reposição de perdas salariais nos últimos cinco anos. Eles permaneceram em assembléia o dia todo no Restaurante Universitário. Pela manhã, um grupo saiu em passeata pelas ruas centrais da cidade e foi até a frente da prefeitura.
De acordo com a presidente eleita do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino de Maringá (Sinteemar), Ana Estela Codato Silva, o governo tem condições de conceder a reposição salarial, mas se esconde atrás da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) para evitar o reajuste. Segundo ela, a passeata teve como objetivo demonstrar apoio ao prefeito José Claudio Pereira Neto (PT). Ele (prefeito) está se posicionando com muita autenticidade para tentar limpar toda a sujeira das administrações anteriores, disse.
A passeata reuniu cerca de 100 pessoas. No período da tarde, servidores da UEM voltaram ao Restaurante Universitário para discutir novas formas de protesto e até que ponto a Lei de Responsabilidade Fiscal interfere nas negociações entre o governo e a categoria. Segundo Ana Estela, se o governo não acenar com a reposição integral das perdas, os servidores podem paralisar as atividades no segundo semestre.
Estudantes aproveitaram o protesto dos servidores e partiparam da passeata pedindo o fim do projeto de cobrança de uma taxa para uso do estacionamento da UEM. Outra reivindicação dos estudantes é a construção imediata de novos prédios na universidade, para substituir as unidades que existem há mais de 20 anos em caráter provisório.


