Maringá, cidade conhecida pelo grande número de árvores, também convive com as quedas em dia de tempestade. Assim como em Londrina, a maioria das espécies já passou dos 50 anos, idade que, em se tratando da zona urbana, pode ser sinônimo de perigo. ‘‘Na floresta, uma árvore pode durar até 200 anos, mas no meio urbano, com podas constantes por causa dos fios de energia, poluição ambiental, podas de raiz para construção de calçadas e ruas, a vida útil é drasticamente reduzida’’, explica o secretário de Meio Ambiente e Agricultura do município, José Croce Filho.
  Ele explica que Maringá tem aproximadamente 100 mil árvores espalhadas pelas ruas e praças, e que uma pesquisa realizada recentemente apontou que aproximadamente 40% tem algum problema fitossanitário ou de impacto urbano que pode resultar em queda. ‘‘Recentemente, em um período de 18 horas, caíram 107 árvores na cidade, muitas delas com aparência sadia. No início de fevereiro, em uma só noite caíram outras 54.’’ O secretário lembra ainda que no verão há um enfolhamento mais intenso, o que, em dias de chuva, aumenta consideravelmente o peso da árvore e favorece a queda, quando há vento forte.
A solução a longo prazo, de acordo com Croce Filho, é o replantio gradual com o uso de espécies mais adaptadas às condições da via pública.
  A Secretaria de Meio Ambiente de Maringá conta com um engenheiro agrônomo e um engenheiro florestal para fazer as vistorias das árvores da cidade. O número é considerado suficiente pelo secretário, porque o levantamento das condições de 93 mil árvores do município – feito para uma tese de doutorado – permite as vistorias direcionadas. (S. L.)

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