Maringá sofre com falta de UTIs
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terça-feira, 26 de março de 2002
Marta Medeiros Equipe da Folha 
Maringá - O município de Maringá está sem estrutura de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) para o atendimento de adultos e crianças. Apenas 11 leitos de UTI néo-natal e pediátrica estão disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Hospital Universitário e na Santa Casa. A situação já é considerada crônica, mas as próprias autoridades ligadas ao setor de saúde admitem que faltam recursos e projetos de investimentos na área.
A UTI intermediária do HU foi interditada anteontem por causa da morte de um recém-nascido com suspeita de contaminação. Outros três bebês que também estavam na UTI intermediária foram transferidos para um quarto improvisado dentro do próprio HU.
Ontem, funcionários da Secretaria Municipal de Saúde passaram o dia com dificuldades para encontrar vagas em hospitais com UTI néo-natal para duas gestantes de alto risco. Os leitos só foram confirmados no final da tarde pela Santa Casa que mesmo tendo um número limitado para pacientes do SUS, abriu as vagas para evitar uma situação ainda pior no setor de saúde do município.
O déficit no atendimento a gestantes de risco, cujo grau varia entre alto, médio e baixo, é grande em Maringá porque o município também recebe mulheres de pelo menos 29 municípios da região.
Segundo a diretora de promoção e assistência à saúde da Secretaria Municipal de Saúde, Regina Dala Torre Silva, o Estado não investe recursos para a implantação de UTIs. Ela afirma que o HU tem uma UTI para adulto pronta com oito leitos que ainda não foi ativada por falta de pessoal de enfermagem. A diretora diz que o município fez uma proposta para o hospital em que se comprometia a contratar os profissionais. O projeto ainda está em estudos.


