Maringá será centro de referência
Quando concluir o adestramento para farejar pessoas, Beta estará seguindo os passos do pai Hurt, que é o único exemplar usado hoje pela Polícia Militar, no Canil Central em Curitiba. Este animal foi, inclusive, usado para tentar localizar o criminoso que matou o estudante Osíris Del Corso, 22 anos, e estuprou a namorada dele na Praia dos Amores, em Caiobá, no Litoral do Estado.
E trabalho não deverá faltar. Maringá será um centro de referência para o atendimento de todo o Noroeste em determinadas ocorrências. Para o tenente Rodrigo Girotto, comandante do Canil do 4º Batalhão da Polícia Militar, o uso dos animais é uma ferramenta importante para a atividade policial. E para que sejam empregados com efetividade, não só os animais mas também os adestradores passam por treinamentos constantes. ''A intenção é difundir o uso dos cães farejadores de pessoas para outras cidades do Paraná'', revela.
De acordo com o comandante, uma prova da precisão da raça para atingir os alvos é que o nome Bloodhound foi escolhido para batizar um míssil norte-americano. A arma tem capacidade para acertar um ponto específico em outro continente, com uma margem de erro de pouco mais de um metro. E um grande poder de destruição.
Um irmão de Beta também está passando por treinamento, no Batalhão de Ponta Grossa. Porém, de acordo com o tenente, está ainda na fase inicial de treinamento.
Com três anos de idade, Beta deve atuar nas ruas até os oito. Então, aposenta-se - ''vai para a reserva'' - e será doada. O policial responsável pelo treinamento tem prioridade para recebê-lo. E ela deve ter a oportunidade de aproveitar um bom tempo de descanso, uma vez que a expectativa de vida do Bloodhound supera 12 anos.(F.R.F.)





