Marta Medeiros
De Maringá
Especial para a Folha
Equipes da Vigilância Sanitária de Maringá e da Fundação Nacional de Saúde distribuíram ontem, durante todo o dia, mais de 10 mil panfletos e exibiram filmes educativos sobre o combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue. O ‘‘Dia de Mobilização contra a Dengue’’ foi realizado na Praça Raposo Tavares, centro da cidade. Desde julho não há registros da doença no município. No primeiro semestre do ano, foram 11 casos. Maringá teme a dengue desde 1995 quando o município registrou uma epidemia da doença com mais de 840 casos confirmados. Foi o pior cenário da dengue em todo o Paraná.
‘‘Estamos satisfeitos com os resultados obtidos até agora, mas não queremos facilitar’’, disse o gerente da Vigilância Sanitária Municipal, Valdemi da Silva Lima. O gerente acredita que intensificar a informação entre a comunidade sobre os cuidados para combater o mosquito da dengue é uma ação eficaz contra a doença.
Paralelo ao trabalho de conscientização, a prefeitura contratou 120 agentes de saúde para tentar erradicar a doença. Eles começaram esta semana a percorrer os bairros da cidade, orientando os moradores sobre as medidas necessárias contra o mosquito. Os agentes também irão fazer um diagnóstico da incidência dos focos na cidade e identificar a real situação dos bairros.
Em março deste ano, último registro da Vigilância Sanitária, o índice predial de Maringá era de 8%. O número revela que em cada 100 casas, oito apresentavam focos do mosquito transmissor. O gerente lembra que o verão é propício para a proliferação do Aedes aegypti por causa da alta temperatura e do excesso de chuvas. O mosquito põe ovos em locais com água parada.
Segundo a 15ª Regional de Saúde, os 30 municípios da região de Maringá começam hoje um trabalho de mutirão de limpeza. Agentes de saúde contratados pelas prefeituras também devem apresentar até o final deste ano um diagnóstico sobre a dengue na região Noroeste.

mockup