Maringá repassa ao MP nomes de donos de áreas irregulares
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quinta-feira, 21 de novembro de 2002
Lucinéia Parra<br> Equipe da Folha 
Maringá - A Prefeitura de Maringá entregou um relatório ao Ministério Público informando a situação das propriedades localizadas em áreas de fundo de vales e na zona rural, na Bacia do Rio Pirapó. O documento indicando os nomes dos donos e a localização exata de cada imóvel foi solicitado pelo promotor Ilecy Heckert, em outubro do ano passado. Na época, ele alegou dificuldades para identificar os proprietários que não cumprem a legislação federal de preservação do meio ambiente.
De acordo com Jorge Villalobos, diretor da Secretaria de Meio Ambiente e Planejamento Urbano, existem no município 1.500 imóveis em áreas de preservação permanente. Do total, 975 margeiam ou fazem parte da Bacia do Rio Pirapó. Em 95% das áreas, segundo ele, há irregularidades quanto a conservação de matas ciliares e das áreas de preservação permanente.
Na maioria dos terrenos da área urbana, os problemas mais comuns são construções de residências, piscinas e lagoas artificiais praticamente dentro do leito do manancial. São raros os casos em que os proprietários respeitam a faixa de 30 metros da margem do rio como área de preservação ambiental. Nas propriedades rurais, a devastação das matas ciliares é causada pelo plantio principalmente de soja e criação de animais.
Conforme Villalobos, cerca de 12% das propriedades são considerados casos graves e gravíssimos, ou seja, a recuperação da área demanda grandes investimentos e demolição de construções irregulares. ''Mas em praticamente 90% dos casos, as áreas são recuperáveis inclusive com baixo investimento'', disse. Segundo ele, a prefeitura de Maringá está disposta a colaborar com o replantio de matas ciliares, oferecendo assistência técnica aos proprietários.


