A Secretaria de Saúde de Maringá registrou entre janeiro e julho deste ano quatro casos de meningite meningocócica, com um óbito: um bebê de 10 meses. ‘‘A situação em Maringá é tranquila e não há perigo de surto. Os números registrados aqui são baixos’’, garantiu a médica Maria Teresa Melo Cerqueira Coimbra, chefe da Divisão de Vigilância da secretaria.
Em 1994, o órgão registrou 17 casos da doença, com três mortes: ‘‘Foi o nosso pior ano em relação à meningite. Ficamos muito assustados’’. Em 95, cinco casos e um óbito, e em 96, 12 casos e três óbitos. Os outros três pacientes com meningite meningocócica internados em Maringá no primeiro semestre de 97 já tiveram alta.
Maria Teresa explicou que todos os casos registrados na cidade foram da bactéria meningocócica. ‘‘A viral é mais benigna e é a que se alastra com maior facilidade. A vacina que temos não cobre os dois tipos de meningocócica, a ‘‘B’’ e a ‘‘C’’, e tem efeito por pouco tempo.
Ela disse que as pessoas devem evitar ambientes fechados, principalmente nas cidades onde o clima é mais frio. ‘‘Os mais suscetíveis a hospedar o vírus ou a bactéria são as crianças, que ainda não têm anticorpos desenvolvidos, e os mais idosos ou ainda os doentes mais graves’’.
A bactéria da meningite meningocócica atinge as duas glândulas supra-renais, que ficam situadas na parte superior dos rins, provocando septicemia.

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