Maringá A revitalização do prédio da antiga rodoviária de Maringá começa a sair do papel com a formação de um condomínio que irá administrar o local. Localizada no centro da cidade, a antiga rodoviária abriga cerca de 50 lojas comerciais, sendo 11 bares. Desde 1997, com a transferência da Rodoviária, os lojistas vêm registrando cada vez menos movimento e acumulando problemas com a falta de manutenção adequada do prédio. Através do condomínio, a expectativa é de que as obras de revitalização sejam efetuadas em 2003.
De acordo com o secretário de Transportes de Maringá, Renato Victor Bariane, a prefeitura detém 54% da área e os 46% restante pertencem a 47 proprietários particulares. Com a criação do condomínio, segundo ele, as reformas necessárias no prédio deverão ser executadas mais rapidamente. Até então, conforme Bariane, os proprietários não chegavam a um consenso e a prefeitura não estava conseguindo viabilizar as obras por falta de recursos.
Conforme o secretário, a prefeitura tem interesse em investir na recuperação do prédio. ''Mas é preciso ter a contrapartida dos lojistas'', adiantou. Segundo ele, a criação do condomínio foi o primeiro passo para se buscar uma alternativa a um dos locais mais problemáticos da cidade. ''Em termos de localização a exploração comercial do prédio está sub-aproveitada em função dos problemas não só de infra-estrutura mas acima de tudo da falta de valorização moral do local'', disse.
Além das reformas, conforme Bariane, o condomínio deverá definir uma vocação ideal para a área. ''Lojas 24 horas, centro de artesanato, mercado modelo, centro cultural são algumas opções que os proprietários da área poderão estar discutindo para moralizar a região e dar uma outra opção de lazer e comércio naquele espaço'', destacou Bariane.
Conforme o síndico do condomínio, João Gualberto de Lima, a principal dificuldade para viabilizar a revitalização do local era reunir os proprietários das lojas. ''Para a formação do condomínio conseguimos a participação de todos e agora as decisões serão tomadas, porque não podemos mais esperar a degradação total do prédio'', afirmou. A instalação de um sistema contra incêndio, reforma dos sanitários e a reforma dos pilares que estão com infiltrações, segundo Lima, serão as obras prioritárias.

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