Maringá reestrutura sinalização viária
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terça-feira, 14 de abril de 1998
Marcos Zanatta 
Marcos NegriniFluxoNovos aparelhos serão acionados dentro de dois meses, no máximoA Secretaria de Transportes de Maringá começou ontem a substituir os semáforos convencionais por aparelhos de ciclovisual, que serão instalados em 54 cruzamentos da área central. Em dois meses, todos os semáforos estarão funcionando, dando início a uma nova etapa das mudanças programada para melhorar o fluxo de veículos no centro.
O passo seguinte, segundo o engenheiro Gilberto Purpur, do setor de Tráfego da secretaria, é implantar a onda verde, permitindo que um veículo em velocidade constante passe por todos os sinais abertos na área monitorada.
Os semáforos da área entre as avenidas Tirandentes e Prudente de Moraes, e São Paulo e Paraná, serão interligados por um computador. O sistema vai controlar todo tráfego conforme o volume de veículos em cada trecho e cruzamento. Mas para isso dar certo é preciso alterar alguns detalhes do trânsito de Maringá, diz Purpur. O principal é proibir a conversão à esquerda em boa parte dos cruzamentos da área central.
Hoje, apenas na Avenida Brasil é proibido virar à esquerda, mas a intenção da secretaria é estender a regra para onde for possível outra alternativa. Quem vem por uma avenida e precisa pegar uma outra à esquerda, explica Purpur, terá que dar a volta na próxima quadra à direita. Como acontece hoje na Brasil, exemplifica.
Onde isso não é possível fica permitida a conversão à esquerda. Ele cita o caso de quem sobe a Avenida Tiradentes e quer virar à esquerda na Duque de Caxias. Se a manobra for proibida o motorista terá que dar a volta em toda praça da catedral.
Peça fundamental O semáforo de ciclovisual também é considerado peça fundamental para agilizar o tráfego de veículos nas principais avenidas do centro. Inventado pelo maringaense Divino Bortoloto, o aparelho oferece mais informações que o sinaleiro convencional. Duas colunas, com seis luzes vermelhas e seis verdes avisam o motorista o tempo de sinal aberto e fechado. Para implantar a onda verde, os aparelhos de ciclovisual serão calibrados de forma sequencial em todas as vias.
Segundo Purpur, com o motorista sabendo o tempo de sinal aberto ou fechado, através da sequências de luzes do aparelho ciclovisual, fica mais fácil controlar a onda verde. Ele explica que o motorista que vem pela esquerda não terá obstáculos, a não ser os semáforos. Já quem vem pela direita terá mais problemas para se beneficiar da onda verde por causa dos motoristas que andam mais devagar ou param, em busca de vagas para estacionar.


