Maringá O vice-prefeito de Maringá, João Ivo Caleffi (PT), anunciou um pacote para a saúde que pode minimizar a crise dos últimos anos na área. Entre as medidas, uma antecipação de R$ 2,2 milhões do Ministério da Saúde que será depositado ainda esta semana na conta do município. O dinheiro será utilizado para pagar parte da dívida de R$ 6,7 milhões que a prefeitura acumula com os prestadores de serviços. A dívida é resultado do déficit mensal causado pelo baixo teto pago pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a Maringá.
Caleffi chegou a se emocionar durante o anúncio, ocorrido anteontem, por causa do excesso de críticas que a administração municipal vem recebendo em razão da grave crise no atendimento público da saúde. Segundo ele, a antecipação terá uma carência de seis meses para começar a ser paga em 10 parcelas até o final da atual administração. ''A saúde estava abandonada quando assumimos, era como num pós-guerra'', disse Caleffi.
O município também garantiu R$ 300 mil a mais para o setor de oncologia, responsável pelo atendimento de uma população de 1,6 milhão de habitantes de diversas regiões do Estado que tem Maringá como única saída de atendimento. ''Nos dois primeiros anos de administração vivemos a pão e água por causa dos governos federal e estadual e isso prejudicou muito a saúde'', afirmou o vice-prefeito.
Caleffi disse que começou uma negociação para que o Ministério da Saúde assuma o restante da dívida com os prestadores. Conforme o vice-prefeito, a dívida é na verdade do governo Federal que nunca repassou recursos suficientes para o atendimento prestado pelo município ao SUS. Caleffi aguarda ainda o aumento do teto em mais R$ 400 mil dos atuais R$ 2,1 milhões para tentar normalizar a diferença no setor.
O município também garantiu R$ 2,7 milhões, a fundo perdido, do Banco Mundial para o Programa Saúde da Família como um prêmio pelo atendimento, que foi considerado um dos melhores prestados no País. A abertura de 14 vagas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) a partir de setembro, além de duas novas ambulâncias e uma UTI móvel, também foram anunciadas no pacote. O vice-prefeito disse que os novos recursos são fruto de uma série de reuniões e pedidos ao Ministério da Saúde e ao Estado.
No próximo mês, a prefeitura inicia o projeto de reestruturação da saúde que prevê a abertura dos hospitais Municipal e Universitário para atendimento 24 horas. Até então, a população dependia apenas do Pronto Atendimento do Jardim Alvorada e do HU no período da noite. O município também vai criar duas policlínicas, nas atuais estruturas dos dois maiores postos de saúde da cidade, para consultas especializadas.
Objetivo é reduzir a demanda em áreas mais críticas como de ortopedia, oftalmologia, cardiologia e otorrino. Conforme a Secretaria de Saúde, a oferta de consultas especializadas vai ampliar dos atuais 9,5 mil para 14 mil por mês.

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