Maringá - A Fundação de Desenvolvimento Social e Cidadania de Maringá quer firmar convênio com os municípios da região para realizar um trabalho coletivo de assistência aos migrantes. A iniciativa tem como objetivo amenizar o problema de andarilhos em Maringá, que chegam dos mais variados lugares, inclusive de Presidente Prudente (SP). No último sábado, com o assassinato de Ribamar Mendonça Júnior, no centro de Maringá, a preocupação aumentou, já que a Polícia Civil não descarta a possibilidade de que o crime tenha sido praticado por um andarilho.
De acordo com a diretora da fundação, Tereza Maria Paulique Peluso, mensalmente, a Prefeitura de Maringá realiza 115 abordagens noturnas a andarilhos e pelo menos 50 permanecem na cidade de forma rotativa. Segundo ela, o maior problema no encaminhamento dos andarilhos é que a maioria não tem referência familiar em outras cidades e não consegue ficar em albergues e nem em casas assistenciais. Segundo Tereza, só uma parceria com os municípios da região poderá reduzir o número de migrantes em Maringá. ''Não adianta só a gente dar um encaminhamento para os andarilhos se as cidades vizinhas continuarem enviando as pessoas para Maringá'', justificou.
Conforme o delegado da 9 Subdivisão Policial, Nilson Rodrigues da Silva, o número de andarilhos em Maringá aumentou significativamente nos dois últimos meses. Ele disse que chegou a tomar depoimento de cerca de dez migrantes desde sábado na investigação do assassinato de Mendonça Júnior. ''Tem gente de várias cidades'', afirmou. Segundo ele, o problema é social e cabe à prefeitura resolvê-lo. Além de Presidente Prudente (SP), muitos andarilhos afirmam que vêm de Londrina, Umuarama, Cianorte, Paranavaí, entre outras cidades.

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